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8 de Janeiro: presidentes do STF, Senado e Câmara faltam

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, não participou do ato promovido pelo governo Lula (PT), para lembrar os 3 anos dos ataques às sedes dos Poderes em 8 de janeiro de 2023. Além dele não compareceram os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

A solenidade foi realizada no Palácio do Planalto e depois com uma saída de Lula até a frente a sede do Executivo onde sindicalistas e a militância petista estava reunida. O tema do 8 de Janeiro tem perdido poder de atrair políticos de fora da esquerda. Também cria animosidade com forças políticas aliadas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado e preso como um dos líderes da trama golpista que culminou nos ataques.

As sedes dos Poderes foram atacadas em 8 de janeiro de 2023 por grupos descontentes com a vitória de Lula sobre Bolsonaro na eleição presidencial do ano anterior. A reação às depredações uniu a cúpula da República em torno do chefe do governo naquele momento. Nos anos seguintes, esse poder de aglutinação minguou.

No fim de 2025, o Congresso Nacional aprovou um projeto para reduzir as penas de Bolsonaro e aliados condenados pela trama golpista. Lula já anunciou que vetará o texto. O presidente da República deverá barrar oficialmente o projeto nesta quinta.

Discurso

Apesar da ausência da Câmara, do Congresso e do STF, Lula destacou que o PT 9 representantes e mesmo assim, conseguiu aprovar vários projetos. A cerimônia ocorreu no próprio edifício que foi um dos alvos dos ataques. A perspectiva é de que Lula vete, durante o evento, a lei aprovada pelo Congresso em dezembro para reduzir a pena de condenados por golpe de Estado.

A programação reúne convidados. Segundo o governo, o ato tem caráter institucional. A maior parte dos ministros foram na solenidade. Fernando Haddad, da Fazenda, contudo, se ausentou. Ele está de férias e é substituido pelo secretário Dário Duringan.

No Salão Nobre do Palácio, convidados da Presidência entoaram coros de “sem anistia”, em referência ao já anunciado veto de Lula.

Discurso pró-democracia

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) ressaltou isso, ao falar da extrema-direita: “O que nos diferencia é quem tem apreço pela democracia e quem não tem apreço pela democracia. Quero cumprimentá-lo, presidente, pela postura firme nas tentativas de golpe no país. Justiça não se divide, Justiça não se fraciona. Quem cometeu crimes, deve pagar pelos crimes e sofrer o peso da história”.

Já no início do evento, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, afirmou que os crimes contra o Estado de Direito “são imprescritíveis e não são passíveis de graça, indulto ou anistia”.

Os ataques de 8 de janeiro resultaram em investigações conduzidas pelo Supremo Tribunal Federal e em condenações de envolvidos. Desde então, o episódio vem sendo lembrado em agendas oficiais como referência à resposta institucional aos atos de violência.

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