
A balança comercial de outubro registrou superavit de R$ 2 bilhões, informou o Ministério da Economia, nesta quarta-feira (3). O resultado é 54,5% menor do que o divulgado no mesmo mês do ano passado, quando foi registrado um saldo comercial de R$ 4,4 bilhões.
Segundo o governo, no mês de outubro, ao todo, as exportações somaram R$ 22,5 bilhões, enquanto as importações ficaram em R$ 20 bilhões.
O superavit ocorre quando há mais exportações do que importações. É considerado deficit, caso se registrem mais importações do que exportações.
Apesar de o saldo ter sido menor do que no ano passado, o volume de exportações e importações foi maior em 2021. Pela média diária, houve aumento de 27,6% sobre o desempenho das exportações no mesmo mês de 2020. Já as importações alcançaram US$ 20,515 bilhões e tiveram aumento, pela média diária, de 54,9% sobre outubro do ano passado.
Entre janeiro e outubro, as exportações totalizaram US$ 235,87 bilhões e as importações, US$ 177,291 bilhões. Logo, há um saldo positivo de US$ 58,579 bilhões.
O valor é recorde para o período dos 10 primeiros meses do ano da série histórica, iniciada em 1989.
No ano passado, de janeiro a outubro, o superavit havia sido de US$ 45,2 bilhões. Desse modo, em relação ao superavit registrado no mesmo período em 2020, houve aumento de 29,6% na média diária deste ano.
As exportações de importações tiveram um aumento neste ano 36% em relação a 2020, por outro lado, as importações cresceram 38,3%.
Em sua projeção mais recente, a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia (Secex) estima que a balança comercial registre em 2021 um superavit de US$ 70,9 bilhões, resultado de US$ 281,0 bilhões em exportações e US$ 210,1 bilhões em importações. A corrente de comércio ficaria em US$ 491,1 bilhões.


