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Europa vive situação dramática de Covid e OMS pede restrições

Preocupação com uma quarta onda do novo coronavírus faz Portugal, líder de vacinação mundial com 90%, a pensar em voltar com medidas restritivas como o uso de máscara; Alemanha registrou mais de 52 mil novos casos em 24h

Quarta onda de covid-19 em plena ascensão na Alemanha

A situação da Covid-19 é delicada na Alemanha, onde um novo recorde de casos de Covid-19 em 24 horas foi registrado. O país notificou 52.826 infecções, 13 mil a mais em relação à semana anterior, além de 294 mortes em 24 horas. Governadores dos 16 estados alemães irão se reunir para discutir soluções e tomar novas medidas para contar o avanço da nova onda.

A chanceler Angela Merkel afirmou que “a situação é dramática” e pediu aos não vacinados que se imunizem rapidamente, além de solicitar um esforço extra para a distribuição de doses de reforço.

Já em Portugal, líder na vacinação mundial, o governo estuda restabelecer a obrigatoriedade do uso de máscara. Nesta quarta-feira (17), o presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu o retorno do acessório.

“Atualmente, o número de novos casos diários em Portugal gira em torno de 1.600. Há um ano, tínhamos de 5 mil a 6 mil, enquanto o número de óbitos é inferior a 20 contra cerca de 80”, afirmou Rebelo.

Na última semana, a Organização Mundial de Saúde (OMS) pediu que a Europa volte a adotar medidas de restrição para evitar uma possível quarta onda de Covid-19 no continente.

No último domingo (14), a Áustria anunciou que fará um lockdown seletivo, destinado às pessoas que não tomaram vacina no país. A taxa de vacinação lá está em torno de 65% e o chanceler do país Alexander Schallenberg classificou o índice de “vergonhosamente baixo”, já que não há falta de imunizantes no país.

A Holanda também retomou restrições no sábado último (13), alterando o horário de funcionamento do comércio para diminuir as oportunidades de contágio.

Na sexta-feira (12), a Noruega já havia anunciado medidas para controlar o vírus, que incluíram o aumento da testagem para os profissionais de saúde que não querem se vacinar e a recomendação de que os “passaportes de vacina” sejam exigidos para reuniões de pessoas nas cidades onde a situação é mais grave.

Crescimento de casos

O recrudescimento da Covid na Europa vem ocorrendo há cerca de duas semanas e afeta de maneira desigual os países do bloco. As áreas onde a cobertura vacinal é menor são as mais atingidas, mas, neste momento, a tendência é de alta na maioria dos países.

Como o trânsito de pessoas no continente é intenso, existe o temor de que novas variantes surjam em locais que vivem surtos e ameacem a proteção proporcionada pelas vacinas.

Neste momento, se verifica um crescimento na taxa de novos casos e de óbitos – sendo que as taxas de mortalidade estão aumentando de maneira mais lenta do que os novos casos.

Situação de risco de cada país

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças da União Europeia acompanha a situação e vem soltando boletins semanais sobre os países do bloco. O boletim mais recente classifica Bélgica, Bulgária, Croácia, República Tcheca, Estônia, Grécia, Hungria, Holanda, Polônia e Eslovênia como os países onde o risco está mais elevado.

De acordo com o informe, Áustria, Dinamarca, Finlândia, Alemanha, Islândia, Irlanda, Letônia, Liechtenstein, Lituânia, Luxemburgo, Noruega, Romênia e Eslováquia estariam logo em seguida na escala de risco.

O documento classifica Chipre, França e Portugal como locais de preocupação moderada e Itália, Malta, Espanha e Suécia, como de baixa preocupação.

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