
Bancos, concessionárias de água e energia, e companhias telefônicas concentram a maior parte dos 70,5 mil registros das dez empresas mais acionadas nos Juizados Especiais Cíveis do Amazonas em 2021. E apesar do número elevado de reclamações/processos contra as empresas, as condenações são irrisórias, segundo apontam consumidores e advogados.
De janeiro a setembro deste ano, o Bradesco, primeiro colocado na tabela dos litigantes, teve 44.423 ações, uma explosão de reclamações sobre os serviços financeiros prestados em 2021. A Amazonas Energia vem em segundo lugar com 6406 notificações. Depois a Telefônica Brasil S/A (Vivo), 5303, banco BMG Consignado, 3326, Claro S/A, 2908 e Águas de Manaus, 2431, completam as primeiras posições.
As instituições bancárias concentram o maior número de processos no ranking das empresas mais reclamadas no TJAM, como Bradesco, BMG, Itaú, Brasil e Santander.
O Banco Bradesco lidera como o “causador de dor de cabeça” dos amazonenses. São mais de 44 mil processos só do Bradesco. E apesar do número elevado de reclamações/processos contra os bancos, principalmente o Bradesco, as condenações são baixas.
Confira a lista completa de empresas mais acionadas na Justiça do AM
- Banco Bradesco Seguros S/A – 44423
- Amazonas Distribuidora de Energia Ltda – 6406
- Telefônica Brasil S/A – 5303
- Banco Bmg Consignado S/A – 3326
- Claro S.A. – 2908
- Águas de Manaus- 2431
- Banco Itaú S/A – 2015
- Banco do Brasil S A – 1620
- Bando Santander S/A – 1115
- FIDC NPL II – Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Não Padronizados – 1049
Resposta
Em resposta por meio de nota, o Bradesco informou que não comenta sobre ações judiciais sub judice. E afirmou que “realiza intenso trabalho no acompanhamento das manifestações e priorização no encaminhamento de soluções. Reduzir os índices de reclamação, inclusive as judiciais, é foco permanente do banco”. E que quanto às ações judiciais “cabe ao Poder Judiciário resolvê-las”.
A Vivo também respondeu, por meio de nota, que “faz parte do compromisso da Vivo entender e aprimorar o relacionamento com seus mais de 97 milhões de clientes”. Para a companhia, “respeitar o cliente é tornar sua jornada cada vez melhor”. Segundo a companhia, houve redução de 35% do número de demandas judiciais.
O Banco do Brasil também se posicionou e destacou que “trabalha colocando o cliente no centro e que as reclamações são conduzidas com esse objetivo e com foco na resolutividade e humanização do atendimento”.
O Santander informou, por meio de nota à imprensa, que trabalha continuamente na melhoria de suas operações, ofertas e atendimento. “Com a crescente demanda por serviços bancários nos últimos anos, a instituição reconhece a importância de ouvir o cliente e entender suas necessidades”.
A Águas de Manaus, respondeu que diante do número de clientes que possui, o volume de ocorrências registradas no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), representa apenas 0,11% do universo de pessoas atendidas pela empresa na cidade.
“O número está dentro de índices aceitáveis para empresas com esse porte, mas, também vem sendo reduzido gradualmente a cada ano”. E destacou que os processos na Justiça e reclamações junto a entidades de proteção ao consumidor também tiveram redução. Entre as iniciativas está a cooperação técnica com o Procon Amazonas. Parcerias com Defensoria Pública, Ouvidoria da Ageman, Tribunal de Justiça, comissões da Câmara Municipal (CMM) e da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), promovendo atendimentos itinerantes, campanhas de negociação e mutirões nos bairros”.
A assessoria do banco BMG afirmou que a instituição não se manifestará sobre a matéria. A Amazonas Energia, Claro, Itaú, e a FIDC NPL II não responderam até o fechamento desta matéria.


