
O agente de ressocialização da RH Multi, empresa cogestora com a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) do Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), Km 8 da BR-174 (Manaus-Boa Vista), Francisco Aldimar Souza de Alencar, 39 anos, morreu após passar mal na madrugada desta segunda-feira (14). Francisco era funcionário terceirizado e estava no Ipat cerca de 1 ano e 6 meses. Ele iria tirar férias em março.
De acordo com informações do Instituto Médico Legal (IML), Francisco morreu de “asfixia de origem a esclarecer” com obstrução das vias aéreas. Ele chegou a ser levado para a UPA Campos Sales, mas morreu por volta das 3h36.
Familiares suspeitaram da morte do agente penitenciário e acreditam que ele possa ter sido envenenado por presidiários.
A mulher da vítima, Andreia Silva do Carmo, relatou que antes dele vir a óbito, ele passou mal em casa com dor no estômago e relatou ter tomado apenas um suco no trabalho.
“Ele sentia dor de cabeça, dei um remédio e ele foi deitar na cama para esperar o efeito do medicamento, mas ele não melhorou. Fiz mingau de caridade e chá e dei para ele, minutos depois ele ficou se contorcendo, febre e mãos e pés gelados (…) Ele vomitou e saiu meio amarelado, espumoso com um líquido rosa, no meio do vômito”, contou Andreia.
A irmã do agente, Vanessa Souza de Alencar, disse que o levaram para o hospital Delphina Aziz e chegando lá Francisco foi transferido para a UPA do Campo Sales. O trabalhador chegou desnorteado e com muita dor na unidade de saúde.
“O médico relatou que aquilo era caso de overdose. Meu irmão nunca fez uso de entorpecentes”, afirmou Vanessa. Francisco sofreu três paradas cardíacas e na última veio a óbito.
O https://portalvoce.com/ entrou em contato com a Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP) e aguarda um posicionamento sobre o caso
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