Governador Wilson Lima informou que esses minerais são alternativas econômicas para a Zona Franca de Manaus

Após encontro com o presidente Jair Bolsonaro e sua equipe econômica, ontem (9) em Brasília, que assegurou mudanças no Decreto Federal 10.979/2022 que trata do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), o governador Wilson Lima afirmou, na manhã desta quinta-feira (10), que o diálogo sobre a segurança jurídica e competitividade da Zona Franca de Manaus (ZFM) se manterá permanente.
Em coletiva de imprensa na sede do governo, ele afirmou que o Amazonas tem outras alternativas econômicas, como o gás natural e o potássio.
“Por enquanto é o que nós temos. Não é para hoje. Temos ainda os créditos de carbono na nossa pauta de alternativas econômicas para não ficar inteiramente dependente do modelo ZFM”, disse.
Para o governador, as novas matrizes econômicas precisam de investimentos e prazo maior para consolidação, como a exploração do potássio, no município de Autazes, do gás natural, em Silves, e da bioeconomia para o aproveitamento das riquezas da Amazônia de forma sustentável.
“Isso é algo que acontece a médio e longo prazo. A gente não pode prescindir do modelo ZFM, pelo menos por enquanto. A gente só pode começar a fazer um processo de transição quando a gente tiver algo que garanta os empregos de quem está na ZFM, garanta competitividade para as empresas”, explicou.
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O secretário da Sefaz, Alex Del Giglio, ressaltou que a reedição do decreto atende uma das propostas do governo do Estado apresentada à equipe técnica do Ministério da Economia, na última terça-feira.
Na ocasião, o Estado apresentou duas propostas: exclusão no decreto de produtos com PPB e também a exclusão de produtos não fabricados no Brasil.
Del Giglio destacou que a retirada de produtos com PPB da abrangência do decreto devolve a competitividade da ZFM, onde o incentivo sobre o IPI compensa questões logísticas e de fluxo de caixa das empresas. Ele disse que muitas empresas têm interesse em produzir no Amazonas e que a redução causaria um desequilíbrio em relação ao restante do país.
“Primeiro é a questão logística que é muito complexa e o segundo é a questão do fluxo de caixa, porque como demora muito o produto ir para o centro-sul do Brasil, esse recurso fica empatado, o prazo médio de estoque é muito grande, então você acaba tendo um custo de oportunidade muito elevado”, detalhou.


