
O ministro da Justiça Anderson Torres determinou no sábado (16), a abertura de uma investigação para identificar os responsáveis por um vídeo (veja no fim da matéria) que circulou no fim de semana em que há a simulação de um suposto atentado contra o presidente Jair Bolsonaro.
Nas imagens, compartilhadas nas redes sociais, mostra uma equipe técnica dentro de um estúdio de gravação filmando um personagem com faixa presidencial, que participa de uma motociata e, em cenas seguintes, aparece caído ao lado da motocicleta ensanguentado depois de ser vítima de um atentado. Na cena, o personagem aparece com uma suástica nazista desenhada na camisa por debaixo do terno.
“Circulam nas redes fotos e vídeos de um suposto atentado contra a vida do presidente Bolsonaro. Produção artística??? Estamos estudando o caso para avaliar medidas cabíveis e apurar eventuais responsabilidades”, disse o ministro.
“Repudio veemente qualquer ato que possa estimular a violência a quem quer que seja. Está circulando nas redes um ‘filme’ que demonstra o suposto assassinato do nosso presidente. Isso não é arte! Isso é um ato imoral à Nação e ao governo Federal”, reafirmou Torres.
A gravação é de um filme do cineasta Rui Guerra, onde o presidente é o vilão e que será exibido apenas no ano que vem. Procurado, Guerra afirmou que só vai se manifestar quando a produção estiver pronta.
“Sugiro que o Senador Randolfe Rodrigues apresente, ao STF, queixa-crime contra imagens, que mostram um atentado ao Pres Rep. Decerto, o Min Alexandre de Moraes concederá ao cineasta o mesmo prazo de 48 horas, que deu ao Presidente, para explicar “discursos de ódio”, escreveu no Twitter o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, general Heleno Ribeiro Pereira.


