Juarez Cunha foi taxado de ‘sindicalista’ por Bolsonaro ao posar com parlamentares de esquerda e se dizer contrário à privatização da empresa

Presidente dos Correios, Juarez Aparecido de Paula Cunha
Foto: José Cruz / Agência Brasil
Após a ter a demissão anunciada publicamente pelo preside presidente Jair Bolsonaro, o general Juarez Aparecido de Paula Cunha, que ocupa a presidência dos Correios, disse em rede social que deixará o cargo nesta quarta-feira. Semana passada, Bolsonaro afirmou que iria demiti-lo por ele ter se comportado “como um sindicalista”, ao posar para fotos com parlamentares de partidos de esquerda e afirmar que não privatizaria a estatal em audiência pública na Câmara.
“Caros amigos! Hoje me afasto dos Correios. Foram 7 meses de alegria, obtivemos excelentes resultados, conduzimos a recuperação da Empresa e fizemos grandes amigos. Saldo muito positivo e a certeza que vocês continuarão no cumprimento da missão. Um abraço a todos”, escreveu Juarez em seu perfil no Twitter.
Até o momento, Bolsonaro não havia anunciado quem seria o substituto de Juarez nos Correios. Em conversa com jornalistas pela manhã, disse apenas que já tinha nomes para ocupar o cargo e confirmou que tinha dado “sinal verde” para a privatização da empresa.


