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Laudo aponta autor de facada em Bolsonaro como perigoso

Um novo laudo pericial aponta que Adélio Bispo de Oliveira, autor da facada no presidente Jair Bolsonaro (PL), em 2018, ainda representa um perigo para a sociedade.

Ele foi submetido a uma perícia médica no final do mês de julho, no Presídio de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, onde está preso.

“Permanece com diagnóstico clínico de transtorno delirante persistente, com alucinações de cunho religioso, persecutório e político que se manifestam frequentemente”, informa o laudo, que aponta também que esse quadro é agravado porque Adélio se recusa a receber medicação psicotrópica, que é recomendada para o tratamento da doença.

O laudo explica ainda que existe possibilidade de cura da doença em caso de tratamento adequado, e que o prazo necessário para medida de segurança seria de dois anos.

Essa medida de segurança deveria ser cumprida em hospital psiquiátrico de custódia por causa da recusa de Adélio em se submeter ao tratamento no presídio. Sem esse tratamento, o estado clínico de Adélio pode ser agravado.

A sentença de Adélio Bispo, expedida em 14 de junho de 2019, converteu a prisão preventiva em internação por tempo indeterminado. 

Na sentença, o juiz aplicou a figura jurídica da “absolvição imprópria”, na qual uma pessoa não pode ser condenada.

Como no caso de Adélio ficou constatado que ele é inimputável, não poderia ser punido por ter doença mental.

Adélio Bispo esfaqueou Jair Bolsonaro, quando ainda era candidato à Presidência da República, em 6 de setembro de 2018, durante campanha em Juiz de Fora, Minas Gerais.

De acordo com a Polícia Militar de Minas Gerais, Adélio confessou ter sido o autor da facada e foi preso no mesmo dia.

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