Portal Você Online

Casos de’doença da urina preta’, seguem em alta no Amazonas

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Drª Rosemary Costa Pinto, órgão vinculado à Secretaria de Estado da Saúde, emitiu nesta quarta-feira (4), o cenário de rabdomiólise para Doença de Haff – conhecida popularmente como ‘doença da urina preta – são 103 pessoas infectadas.

No Amazonas, dos 129 casos investigados, 103 são compatíveis com doença – a maioria residentes em Itacoatiara (67), Manaus (16), Careiro da Várzea (4), Parintins (4), Manacapuru (4), Itapiranga (2), Borba (2), Urucurituba (2), Boa Vista do Ramos (1) e Tabatinga (1).

Não há casos internados compatíveis com a doença.

Os primeiros casos da doença no estado começaram em 2021 – quando o Governo do Amazonas precisou criar uma força tarefa com especialistas que atuam em diferentes órgãos em Itacoatiara (250 km de Manaus), cidade foco da contaminação – para investigar as possíveis causas e formas de combater o surto de rabdomiólise.

No mais alto grau da crise sanitária, uma mulher de 51 anos morreu em Itacoatiara – patologia associada à “doença da urina preta”. A primeira morte pela doença foi confirmada pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-RCP). A mulher estava internada desde sexta-feira (27) no Hospital Regional José Mendes, e era de Vila do Novo Remanso, Zona Rural da cidade. 

A doença, se não tratada rapidamente, pode levar à insuficiência renal, falência múltipla de órgãos e a morte.

Diante do aumento de casos de rabdomiólise, a Fundação de Vigilância e Saúde do Amazonas Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), publicou comunicado de risco orientando restrições do consumo de peixe de lagos e rios no município de Itacoatiara – a 250 km por estrada de Manaus – pelos próximos 15 dias.

A medida foi preventiva para para conter a proliferação da intoxicação possivelmente pelo alimento naquela região.

Em dezembro de 2022 – o Amazonas chegou a ter 120 casos compatíveis com doença de Haff. Nesta semana e na primeira atualização de 2023 – são 103 casos, sem hospitalização.

Sobre a rabdomiólise

A rabdomiólise é uma síndrome que pode ocorrer em função de agravos diversos, como traumatismos, atividades físicas excessivas e infecções, ou ainda devido ao consumo de álcool e outras drogas.

Quando associada ao consumo de peixes com toxinas, a síndrome é denominada “doença de Haff”. Os sinais e sintomas mais frequentes, entre os casos compatíveis, são: mialgia, mal-estar, náuseas, fraqueza muscular, dor abdominal, vômito e urina escura.


A FVS-RCP esclarece que a equipe do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) no Amazonas realizou rastreio, em parceria com as equipes de Vigilância Epidemiológica municipais, sobre a identificação dos casos que atendem à definição de caso suspeito de rabdomiólise compatível com a Doença de Haff, resultando no quantitativo de 103 casos compatíveis.

Notícias Relacionadas

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *