Governador Wilson Lima colocou toda a estrutura do Estado à disposição da família para o funeral do ex-governador e prestará todas as honras militares e de Chefe de Estado

O corpo do ex-governador Amazonino Mendes será transladado de São Paulo para Manaus, na próxima quinta-feira (16), e cremado por decisão da família no próximo sábado, em cerimônia restrita a parentes e amigos.
Ontem o governador do Amazonas, Wilson Lima, se manifestou favorável aos funerais no ex-governador no seu estado natal com todas as honras militares e de Chefe de Estado.
A princípio o filho de Amazonino, Armando Mendes, tinha o objetivo de cremar o corpo do pai em São Paulo, onde ele morreu no último domingo no Hospital Sírio Libanês, mas foi convencido do contrário. O velório vai durar dois dias para que os eleitores e seguidores possam da um último adeus ao político.
“Eu coloquei o Estado à disposição para que sejam feitas todas as honras que merecem um Chefe de Estado. O espaço onde esse velório deve ser realizado, um carro do Corpo de Bombeiros, com todas as honras militares. Mas, é claro, isso também é uma decisão da família e o Estado vai apoiar”, afirmou Wilson Lima.
Palácio Rio Negro
Amazonino deve ser velado no Palácio Rio Negro, na Avenida 7 de Setembro, no Centro de Manaus, onde funcionou por muitos anos a sede do Executivo amazonense.
No local, já foram velados autoridades, como o ex-senador Jefferson Peres, em 2008, e o ex-governador Gilberto Mestrinho, morto em 2009.
‘Negão’
Amazonino Mendes, carinhosamente chamado pelos amazonenses de ‘Negão’, morreu de infecção pulmonar, após infecção generalizada. Ele estava internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, desde o dia 25 de dezembro.
Essa foi a segunda internação de Amazonino. Em novembro, logo após seu aniversário de 83 anos, o político já havia sido internado na capital paulista para tratar uma crise de diverticulite e uma pneumonia.
No domingo (12), logo após a confirmação da morte, políticos e autoridades usaram as redes sociais para lamentar a morte de Amazonino, entre eles o governador Wilson Lima e o prefeito da capital, David Almeida. O Estado decretou luto oficial de 7 dias e Manaus por cinco.
O presidente Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco, também emitiram pesar pelo falecimento do político, que governou o Amazonas por quatro vezes, foi prefeito de Manaus por três mandatos e senador da república.
Campanha 2022
Amazonino foi eleito governador do Amazonas quatro vezes. Em 2022, ele tentou o quinto mandato, mas já estava com a saúde debilitada.
Ele não conseguiu fazer campanha, porém, ainda assim, liderou as pesquisas eleitorais até duas semanas antes do primeiro turno.
Depois disso, no dia de seu aniversário, 16 de novembro, ele se sentiu mal e de lá até sua morte ficou internado no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.


