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Sindicatos enfrentam Macron para impedir reforma da Previdência

Os protestos contra a reforma da Previdência defendida pelo presidente liberal, Emmanuel Macron, se intensificaram nesta terça-feira (7), na França com o bloqueio de refinarias, viagens de trens canceladas, escolas fechadas e a ameaça de prorrogação das greves até a retirada do projeto de lei impopular.

A segunda maior economia da União Europeia (UE) tem a sexta jornada de greve convocada pelos sindicatos desde 19 de janeiro para protestar contra o endurecimento das condições de acesso a uma pensão integral, defendida de maneira inflexível pelo governo Macron.

“A responsabilidade é exclusivamente do governo. Não se pode ignorar este movimento social”, declarou à rádio France Info o líder da central sindical CGT, Philippe Martinez, antes de destacar o início de uma “nova fase” com greves prorrogáveis.

Garis, condutores de trens e do metrô, funcionários do setor de energia… diversas áreas interromperam as atividades na véspera ou alguns dias antes com o objetivo de alcançar o dia mais forte de protestos desde o início das mobilizações.

Os grevistas bloquearam nesta terça-feira a saída de combustível de todas as refinarias do país, segundo a CGT. Na segunda-feira paralisaram três dos quatro terminais de metano por “sete dias” e, desde sexta-feira, reduziram a produção de energia elétrica no setor nuclear.

Após semanas de protestos pacíficos que não apresentaram resultados, incluindo os maiores registrados em três décadas contra uma reforma social em 31 de janeiro com 1,27 milhão de pessoas nas ruas, segundo a polícia (2,8 milhões para a CGT), agora os sindicatos pretendem “paralisar” a economia

A primeira-ministra, Élisabeth Borne, chamou o objetivo de “irresponsável”, em uma tentativa de desacreditar o movimento de oposição depois de fracassar em sua tentativa de convencer a população sobre a necessidade da reforma.

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