Presos também são suspeitos de invadir celular de Deltan Dallagnol

A Polícia Federal prendeu nesta terça-feira (23) quatro investigados por invadir o celular do ministro da Justiça e Segurança, Sergio Moro. São três homens e uma mulher, todos jovens, que serão levados para Brasília, onde serão interrogados. As identidades não foram reveladas pela PF.
O nome da operação da PF é “Spoofing”, que cumpre ainda sete mandados de busca em São Paulo, Araraquara e Ribeirão Preto. “Spoofing é um tipo de falsificação tecnológica que procura enganar uma rede ou uma pessoa fazendo-a acreditar que a fonte de uma informação é confiável quando, na realidade, não é”, explica a PF em nota.
Em junho a PF e o Ministério Público Federal (MPF) tinham indícios de que o ataque hacker que expôs mensagens privadas de Moro e de procuradores foi muito bem planejado e teve alcance bem mais amplo do que se sabia até aquele momento. Entre os alvos dos criminosos, estiveram integrantes das forças-tarefas da Operação Lava-Jato de ao menos três estados (Rio, Paraná e Distrito Federal), delegados federais de São Paulo, magistrados do Rio e de Curitiba.
A PF investiga os ataques com duas turmas de agentes e delegados, em quatro cidades. A Procuradoria-Geral da República também abriu um procedimento para acompanhar o trabalho da polícia. A apuração desse tipo de crime é tida como complexa, e o prazo para conclusão das investigações será longo, prevê a cúpula da PF.
Depois do início da investigação, a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) e o ministro da Economia, Paulo Guedes, também afirmaram que seus telefones foram invadidos.


