
Servidores públicos estaduais realizaram uma série de protestos em Manaus e em Parintins contra a o teto de gastos do governo. Um grupo de trabalhadores da área de saúdem educação e segurança se concentrou durante toda a manhã desta quarta-feira (24), na frente da sede do governo, na Avenida Brasil, fechando a via e provocando congestionamento no trânsito.
Representantes das categorias foram recebidos para uma reunião onde o secretário de Fazenda, Alex Del Giglio, apresentou dados estatísticos e informações justificando as medidas de contenção de gastos do governo estadual.
No encontro ficou decidido que haverá outra reunião, na próxima segunda-feira, às 14h, na Secretária de Fazenda (Sefaz). Até lá os trabalhadores se comprometeram a dar uma trégua ao governo e voltar ao trabalho.
“A manifestação é de advertência e deve ocorrer até as 23h desta quarta”, disse a presidente do Sinetam, Ana Cristina, afirmando que o movimento dos servidores públicos não afeta as aulas nesta quarta-feira (24).
Em entrevista aos jornalistas, Wilson Lima disse que vai honrar os compromissos assumidos com as categorias. Afirmou que está aberto ao diálogo e tem conversado com todas as áreas. Ele acenou que algumas medidas podem ser tomadas, que não impactem na folha e garantiu o pagamento do 13º.
“Vamos encontrar um caminho. Tudo o que está acordado será mantida , progressão, data-base e promoções”, assegurou o governador afirmando que teve um aumento de R$ 100 milhões por mês na folha de pagamento, um percentual de 20% com relação ao ano passado enquanto a receita não passou de 4%.
Ainda segundo o governador amazonense, o governo está monitorando os serviços de segurança, educação e saúde que, segundo ele, funcionam normalmente nesta quarta feira.
“Devemos levar em consideração que não podemos atender a todos. Vejam a situação de outros estados que não estão conseguindo honrar os seus compromissos. Cortamos gastos com combustíveis, estamos fazendo recadastramento de servidores, renegociamos contratos e chegamos a reduzir valores em até 50%. O momento a difícil, a economia não cresce e o Amazonas é o primeiro a sentir isso porque temos muitas empresas que dependem de investimentos”.


