
Com picanha e sem celulares, o presidente Lula fez um churrasco no Palácio do Alvorada com ministros, líderes do governo e Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal de Justiça (STF), além do aposentado Ricardo Lewandowski. Nas rodinhas de conversa, o assunto era a relação do governo com o Congresso.
O churrasco, marcado com pouca antecedência, reuniu 9 dos 37 ministros de Lula. Marina Silva (Meio Ambiente) e Sônia Guajajara (Povos Indígenas) não passaram pelo Alvorada. Marina disse não ter ido ao churrasco porque já tinha uma confraternização marcada antes, na casa do novo presidente do ICMBio, Mauro Pires.
Marina e Sônia tiveram uma semana conturbada após suas pastas serem esvaziadas pelo Parlamento via Medida Provisória, sem resistência do governo.
Estiveram presentes os ministros Flávio Dino (Justiça), Rui Costa (Casa Civil), Paulo Pimenta (Comunicação Social), Margareth Menezes (Cultura), Alexandre Padilha (Relações Institucionais), Carlos Fávaro (Agricultura), Anielle Franco (Igualdade Racial), Alexandre Silveira (Minas e Energia) e Luiz Marinho (Trabalho).
Segundo a CNN, o principal objetivo do churrasco seria tratar de pautas no Congresso, “suavizar a semana tensa” e celebrar a aprovação da nova regra fiscal. Para isso, também foram convidados líderes do governo no Senado e na Câmara: Jaques Wagner (PT-BA) e José Guimarães (PT-CE), respectivamente.
Causou estranheza no Congresso, contudo, o fato de Lula não ter chamado os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), de acordo com o jornal O Estado de S. Paulo.


