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Susam rompe contrato com ICEA

Governo também anunciou que uma nova empresa será contratada para SPA’s

Foto: Divulgação

A Secretaria de Estado de Saúde (Susam) rescindiu parcialmente o contrato nº 006/2016 com o Instituto de Cirurgia do Estado do Amazonas (ICEA). A medida foi tomada nesta quarta-feira (7), motivada pela decisão unilateral do ICEA de paralisar o atendimento em nove Serviços de Pronto Atendimento (SPA), provocando desassistência à população. Uma nova empresa está sendo contratada para cobrir os plantões nos SPAs.

O Estado afirma que a paralisação parcial realizada desde sábado (3) causou “enorme caos”.

A decisão foi comunicada ao presidente do ICEA, José Francisco dos Santos, por meio do ofício nº 3.980/2019. Segundo o documento, a partir das 19h desta quarta-feira (7), o referido instituto não atuará mais nas seguintes unidades de saúde de Manaus:

  • SPA Alvorada;
  • SPA Joventina Dias;
  • SPA São Raimundo;
  • SPA Colônia Antônio Aleixo;
  • SPA Danilo Corrêa;
  • SPA Eliameme Mady;
  • SPA José Lins;
  • SPA Zona Sul;
  • SPA Coroado.

O ICEA continuará prestando os serviços na rede, mas o valor referente aos plantões que a empresa cobria nos nove SPAs, onde atuava até a paralisação, iniciada sábado (03), será suprimido do contrato.

Com isso, o contrato que tem valor global hoje de R$ 50 milhões/ano para atender, além dos SPAs, prontos-socorros, hospitais das fundações e maternidades, passará para cerca de R$ 45 milhões/ano.

Com sua rescisão parcial, o ICEA passa a executar os serviços apenas nas seguintes unidades:

Hospital e Pronto-Socorro (HPS)

  • Platão Araújo
  • Maternidade Ana Braga
  • Maternidade Balbina Mestrinho
  • Maternidade Alvorada
  • Maternidade Azilda Marreiro
  • Maternidade Nazira Daou
  • HPS 28 de Agosto
  • HPS João Lúcio
  • Hospital Adriano Jorge
  • e os prontos-socorros da Criança das zonas Leste, Sul e Oeste

A Susam está organizando o reordenamento da rede de assistência, com a otimização de serviços que permitem a redução no valor de contratos, sem prejuízo ao atendimento.

A secretaria está recorrendo da decisão da justiça em favor do ICEA que ordena o pagamento de dois meses, já que não se completaram ainda os três meses de atrasos previstos em lei para a quebra de contrato, e vai continuar negociando com os médicos.

O Governo está pagando regularmente o ano corrente e já pagou duas parcelas de 2018. Recebeu uma dívida de R$ 1,1 bilhão com fornecedores e prestadores de serviços, para um orçamento de R$ 2,4 bilhões, e não há receita suficiente para quitar tudo em sete meses de governo, como querem os cirurgiões. O Governo pretende negociar os atrasados.

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