
A CBF e a Conmebol se reuniram na manhã desta sexta-feira (3) para discutir os casos de violência entre as torcidas do Boca Juniors e do Fluminense nos últimos dias. As confederações descartaram a proibição de público no Maracanã.
As duas entidades avaliaram que proibir o público no estádio geraria um grande problema jurídico, com uma avalanche de processos de torcedores que viajaram da Argentina para a final.
O clima de guerra estabelecido entre torcedores de Fluminense e Boca Juniors está preocupando a Conmebol. Nesta sexta-feira (3), a entidade convocou a reunião de emergência com representantes das diretorias de Fluminense, CBF, Boca Juniors e a Associação do Futebol Argentino para tentar evitar mais conflitos entre as duas torcidas antes da decisão da Libertadores.
A entidade quer encontrar uma solução para os confrontos entre as duas torcidas. A possibilidade de uma final sem torcida está sendo cogitada pela Conmebol, caso a situação não seja controlada.
Desde a última terça (31), quando a torcida do Boca começou a chegar no Rio, foram registrados ataques por parte dos tricolores contra os argentinos.
As brigas estão se concentrado principalmente no bairro de Copacabana, Zona Sul da cidade, ponto que costuma ser frequentado por turistas.
Nessa quinta (2), mais confusões entre as torcidas foram registradas. Torcedores do Flu invadiram a praia onde parte da torcida do Boca estava reunida de tarde. Além disso, ocorreram brigas em outros bairros do Rio entre os dois grupos.
O clima hostil entre as duas torcidas está sendo fomentado há alguns dias. Um núcleo de torcedores do Fluminense, intitulado Sobranada, postou em suas redes sociais uma ameaça: “Pra (sic) racista, é soco na boca”, diz a arte que faz alusão aos recorrentes episódios de racismo contra brasileiros na Libertadores e ao adversário do Flu na decisão.


