
Após entrar em vigor um cessar-fogo às 7h (2h em Brasília) desta sexta-feira, um grupo inicial de 13 reféns israelenses foram libertados em troca de 39 presos palestinos como parte do acordo mediado pelos Estados Unidos, Catar e Egito no começo desta semana. Citando o governo israelenses, a rede de TV CNN afirmou que os reféns já estão com a Cruz Vermelha no Egito.
Além dos 13 israelenses, nos quais estariam menores, mulheres e cidadãos com dupla nacionalidade, 12 cidadãos tailandeses sequestrados pelo Hamas foram libertados de forma adicional.
O primeiro grupo israelense é apenas parte dos 50 reféns que devem ser devolvidos a Israel nos próximos dias a partir da passagem egípcia de Rafah, com previsão de que cheguem ao território israelense às 18h (13h em Brasília). Em troca, o Estado judeu vai liberar 150 presos palestinos, que devem, em sua maioria, ir à Cisjordânia, e não Gaza.
Antes da troca, as Forças Armadas de Israel enfatizaram nesta sexta-feira que a paralisação nos combates é um cessar-fogo, e não o fim da guerra contra o grupo fundamentalista islâmico Hamas, que controla a Faixa de Gaza e, em 7 de outubro, lançou o pior ataque em solo israelense desde a formação do Estado judeu, em 1948. Além das cerca de 240 pessoas feitas reféns, o grupo terrorista deixou 1,2 mil mortos, em sua maioria civis, em Israel.
Na quinta-feira (23), o ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, afirmou que, assim que a “curta” trégua temporária terminar após permitir a troca de 50 reféns mantidos pelo Hamas por 150 presos palestinos, a campanha militar será retomada “com intensidade” por ao menos mais dois meses.


