Consórcio firmado por Eneva e Atem levam área com bônus de assinatura de R$ 165 mil.
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Começou nesta quarta-feira (13), um dia após o ao fim da COP-28, o leilão de petróleo realizado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), no Rio de Janeiro, começou com o 4º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão com área arrematada justamente o meio da floresta Amazônica.
A primeira área a ser ofertada foi a de Jappim, na Bacia do Amazonas, considerada de acumulação marginal. A Eneva e a Atem, que comprou a refinaria de Manaus da Petrobras, fizeram uma oferta conjunta.
Segundo a ANP, o consórcio levou a área com R$ 165 mil de bônus de assinatura. O investimento mínimo na área é de R$ 1,2 milhão.
Petrobras mira no Sul
A Petrobras também mostrou que está buscando explorar novas áreas de petróleo no Brasil enquanto o Ibama não apresenta a sua decisão sobre a perfuração do primeiro poço na Bacia da Foz do Amazonas, na polêmica Margem Equatorial, entre o litoral dos estados do Amapá e Rio Grande do Norte.
Por isso, a estatal apostou suas fichas na bacia de Pelotas, no litoral do Rio Grande do Sul. A área é considerada de nova fronteira, pois ainda não há exploração. A bacia já foi alvo de leilões no passado, mas nunca recebeu ofertas.
Também hoje (13), a estatal foi uma das principais vencedoras. Para isso, a companhia selou dois consórcios: um com a Shell (30%) e a chinesa CNOCC (20%); e outro apenas com a Shell (30%).
No chamado setor AUP4 em Pelotas, a Petrobras levou todos os cinco blocos que disputou com a americana Chevron. A Chevron levou também outras cinco áreas das dez que fez oferta. O ágio chegou a 142,73%.
No setor AUP3, a Petrobras também voltou a apostar nos mesmos consórcios para oito blocos. A estatal levou todas as oito áreas. No setor AUP8, a Petrobras também fez duas ofertas em parceria com os mesmos consórcios. Já no setor AP1 também no Sul, apenas a Chevron fez oferta para nove blocos. O ágio chegou a 463,85%, mesmo não tendo concorrentes.
Entenda o leilão
O leilão envolve a oferta de 602 blocos exploratórios divididos em 33 setores por nove bacias sedimentares, como Amazonas (em terra), Espírito Santo (em terra), Paraná (em terra), Pelotas (Santa Catarina e Rio Grande do Sul, em mar), Potiguar (Rio Grande do Norte e Ceará, em terra), Recôncaco (na Bahia, em terra), Santos (mar), Sergipe-Alagoas (em terra) e Tucano (Bahia, em terra).
Rodolfo Saboia, diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), disse, durante a abertura do leilão, que ocorre no Rio de Janeiro, que a realização das ofertas de blocos é um passo importante para reduzir a queda de produção esperada para a próxima década.
— Parece uma contradição, mas a transição energética não se completará tão rapidamente. Há custos para estabelecer a infraestrutura com desafios tecnológicos. Embora precisam ser superados, isso nao vai acontecer nos próximos dez anos. Sem isso, podemos retomar a dependência externa — afirmou Saboia.
Segundo ele, a industria de petróleo contribui com o desenvolvimento econômico, a geração de empregos e contribui para financiar a transição energética. Saboia citou os esforços da ANP em biocombustíveis, hidrogênio verde e ações de redução de emissão como armazenamento de carbono. Lembrou que todas as áreas foram submetidas a consultas aos órgãos ambientais.
Ao todo, 21 empresas manifestaram interesse em participar dessas áreas, que já foram oferecidas em leilões anteriores ou já estiveram sob concessão e foram devolvidas.
Oferta de partilha
Haverá ainda o 2º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha, em áreas do pré-sal na costa do Sudeste, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) vai ofertar cinco blocos exploratórios do pré-sal (Cruzeiro do Sul, Esmeralda, Jade e Tupinambá, na Bacia de Santos; e Turmalina, na Bacia de Campos).
Foram habilitadas empresas como BP, Chevron, Petronas, Qatar Energy, Shell e TotalEnergies. A Petrobras não manifestou interesse.


