
O secretário-Executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Cappelli, afirmou nesta terça-feira (26) que as forças de segurança do país monitoram “qualquer movimentação atípica relacionada a atos que ameacem os Poderes” em 8 de janeiro de 2024, data em que o governo realizará um ato em defesa da democracia.
A solenidade tem como objetivo registrar o marco de um ano após os atos antidemocráticos de 2023. Na ocasião, apoiadores extremistas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) invadiram e depredaram os edifícios sede do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal (STF) e o Palácio do Planalto.
Nesta manhã, Cappeli fez a primeira reunião com os chefes das áreas de segurança pública envolvidos na cerimônia, no Centro Integrado de Operações de Brasília (CIOB), da Secretaria de Segurança Pública do DF. O ato também reuniu lideranças das forças de segurança da Esplanada dos Ministérios, bem como a Polícia Legislativa.
Após o encontro, o número dois da Justiça garantiu que, até o momento, “não há nada que gere preocupação”.
“A PRF está também de prontidão, em sintonia com a ANTT – a agencia nacional de transportes terrestres –, e vai daqui até o dia 8 monitorar qualquer movimentação atípica relacionada a atos que ameacem os Poderes”, declarou o secretário.
Reunião com os chefes da segurança dos 3 poderes envolvidos no ato que será realizado no plenário do Senado Federal no dia 8 de janeiro.
Ato em defesa da democracia
O governo federal prepara, por iniciativa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), uma cerimônia em homenagem às instituições democráticas, na data do marco de um ano após os atos extremistas. O evento está marcado para às 15h, no Salão Negro do Senado Federal.
Segundo Cappelli, a solenidade é “uma iniciativa do presidente Lula que foi abraçada pelos chefes de todos os Poderes”.
A cerimônia contará com a presença dos presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL); do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD-MG); e do STF, Luís Roberto Barroso.
“Será um ato de celebração democrática. Estamos aqui cuidando da questão da segurança. Não há nada que gere preocupação nesse momento”, detalhou.


