
A defesa pediu e o juiz da 13a Vara de Curitiba, Luiz Antonio Bonat, concedeu a liberdade de Maurício Ferro, cunhado de Marcelo Odebrecht e ex-vice-presidente jurídico do Grupo Odebrecht, usando o argumento da decisão da semana passada, em que o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, suspendeu o uso de tornozeleira eletrônica por Guido Mantega. Os dois foram alvos da mesma operação.
Bonat acatou o argumento da defesa da bilateralidade. Ou seja, há ligação direta entre quem supostamente deu o dinheiro e quem supostamente recebeu o dinheiro, no caso Ferro e Mantega. Por isso, a decisão que o ministro deu para um valeria para o outro.
“Diante da decisão proferida pelo Eminente Ministro Gilmar Mendes, é também consequência da mesma a suspensão da prisão preventiva decretada em face de Maurício Ferro, bem como das medidas cautelares impostas a Guido Mantega e Nilton Serson, inclusive a fiança. Expeça-se alvará de soltura de Maurício Ferro e de Nilton Serson e encaminhe-se para cumprimento”, escreveu Bonat.
Ferro, que estava preso no Complexo-Médico Penal (CMP), onde ficam os alvos da Lava-Jato que não delataram, saiu por volta das 15h30 (hora de Brasília) do presídio. Segundo pessoas próximas à família, ele seguirá para São Paulo.


