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Amazonas: Usina de extração de óleo essencial de pau-rosa será construída em Maués

O óleo do Pau Rosa, é conhecido na indústria da perfumaria, utilizado como fixador de perfumes. O Amazonas segue como único estado brasileiro a exportar o óleo que chegou cujo o litro da substância chegou a custar 80 dólares.

O Sebrae-AM entregou o licenciamento ambiental emitido pelo IPAAM à empresa Waikiru Essências da Amazônia LTDA, que permitirá a construção de uma usina de extração de óleo essencial de pau-rosa (Aniba roseadora Ducke) em Maués.

O óleo do pau-rosa, extraído da árvore de mesmo nome, é conhecido na indústria da perfumaria e também na medicina caseira devido ao seu conteúdo de linalol, utilizado como fixador de perfumes. A árvore é encontrada em municípios como Parintins, Maués, Presidente Figueiredo e Novo Aripuanã.

Em 2022, a Waikiru começou o plantio em Maués e atualmente já possui cerca de 11,3 mil árvores, com idade entre um e dois anos, distribuídas em 15,69 hectares.

A empresa iniciou a extração de forma sustentável do óleo para preservar as árvores para as futuras gerações. A técnica atual foca na extração das folhas, permitindo uma utilização mais ampla da espécie.

De acordo com Solange Cristina Rocha, proprietária da empresa, o certificado potencializará a construção de um negócio que pretende produzir óleos essenciais de pau-rosa, louro-rosa, capim-santo e priprioca, a partir de um manejo sustentável.

“É esse modelo de extração do óleo de pau rosa, feito de forma sustentável, respeitando a floresta e sem degradação, que pretendemos desenvolver em nossa Usina de Extração de Óleos vegetais essenciais.” afirmou Solange.

O pau-rosa é uma árvore de grande porte que pode chegar a 30 metros de altura por 2 metros de diâmetro, de tronco reto e cilíndrico, de casca pardo amarelada ou avermelhada que se desprende facilmente em grandes placas. A copa é estreita e ovalada, ocupando um dossel intermediário ou superior da floresta.

No Brasil, ocorria desde o estado do Amapá no nordeste amazônico, seguindo as duas margens do Rio Amazonas. A espécie podia ser encontrada tanto em floresta de terra firme úmida como também em área de campinarana[i], presente nas regiões norte e central da Amazônia, com habitat preferencial em platôs e nascentes de igarapé.

Estima-se que de 1930 para cá, mais de dois milhões de pau-rosa foram ceifadas da natureza. O óleo é extraído do tronco e, devido à exploração desenfreada, o Ibama colocou a árvore na lista de espécies ameaçadas de extinção, em 1992.

Na década de 1960, cerca de 500 toneladas de óleo de pau-rosa foram exportadas anualmente pelo estado do Amazonas, levando à quase extinção das populações naturais dessa planta.

Para se extrair 200 litros de óleo, pelos métodos convencionais de destilação, é necessário processar de 16 a 30 toneladas de madeira. Por aí se vê o motivo de seu quase extermínio.

E o Amazonas segue como único estado brasileiro a exportar o óleo de pau-rosa. Há poucos anos, o litro dessa substância chegou a custar 80 dólares estadunidenses.

Por isso, diversos institutos de pesquisa como a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) vêm buscando alternativas para a extração sustentável do óleo.

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