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Em ato Bolsonaro critica Moraes e chama Lula de “ladrão”

Bolsonaro e apoiadores fazem ato na Praia de Copacabana - REDE NOTICIA ES

Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro participam, na manhã deste domingo (21), de uma manifestação na Praia de Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro, em apoio ao ex-presidente. O ato contou com referências ao bilionário Elon Musk, que teve embates recente com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em seu discurso, Bolsonaro criticou o presidente Lula e as decisões judiciais que o tornaram inelegível. Também participaram do evento os governadores do Rio, Cláudio Castro, de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e de Santa Catarina, Jorginho Mello.

Em seu discurso, o ex-presidente defendeu o bilionário Elon Musk. Ele também criticou o inquérito de que é alvo, que apura uma eventual tentativa de golpe de Estado, e as duas condenação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que o tornaram inelegível.

— Eles fizeram voltar à cena do crime o maior ladão da história do Brasil. Um apoiador de ditaduras. O que eles querem é a ditadura, com o controle social da mídia. Acusam agora o homem mais rico do mundo, que é dono de uma plataforma cujo objetivo é fazer com que o mundo todo seja livre, que é o X, o nosso antigo Twitter. É um homem que preserva pela liberdade para todos nós, que teve coragem de mostrar com todas as provas para onde nossa democracia estava indo. Não vamos falar de fraude, vamos considerar 2022 coisa passada, mas quando meu partido questiona dentro da lei, é multado em R$ 22 milhões. O TSE me torna inelegível porque eu sim me reuni com embaixadores, eu não me reuni com traficantes no Complexo do Alemão. Eu não coloquei do meu lado a dama do tráfico do Amazonas no ministério.— falou Bolsonaro.

Bolsonaro negou ainda a existência de uma minuta de golpe, para interferir no resultado das eleições de 2022, documento encontrado pela Polícia Federal em operação para investir um suposto plano de ataque golpista.

Ele também defendeu pessoas que participaram dos ataques antidemocráticos de 8 de janeiro, quando bolsonaristas invadiram e depredaram os prédios dos Três Poderes.

O discurso mais duro do evento foi o do pastor Silas Malafaia, organizador do ato. Ele repetiu a estratégia de outros atos, onde ataca diretamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. Ele também negou a existência de uma minuta de golpe e lançou críticas também aos comandante das Forças Armadas e ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco.

—A minuta de golpe é a maior fake news. Bolsonaro não propôs golpe de Estado. Alexandre de Moraes, quem te colocou como sensor da democracia? Quem é você para dizer o que um brasileiro pode ou não falar? Todo ditador tem um modus operandi. Prende alguns para colocar medo nos outros. Alexandre de Moraes é uma ameaça à democracia. Não vim aqui atacar o STF, mas pergunto. A maioria dos ministros do STF não concordam com o Moares e não podem se calar Ele está jogando o STF na lata do lixo da moralidade. E o senhor presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, frouxo, covarde e omisso. Vai ser acusado de prevaricação — disse em seu discurso.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro abriu a série de discursos do ato no trio-elétrico. A presidente do PL Mulher mandou um recado direcionado para as mulheres presentes no evento, pedindo que elas fizessem “política feminina e não feminista”. Ela citou ainda e eleição municipal deste ano.

— Queremos passar uma mensagem para homens e mulheres de bem de que há esperança de dias melhores para o nosso povo. Um ano decisivo para o Rio de Janeiro, de eleições. Que vocês possam escolher bem seus candidatos — falou.

Os embates entre o empresário Elon Musk, dono do X (antigo Twitter) e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), alvo constante de ataques bolsonaristas, foram lembrados pelo deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO).

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