Relatório da Climate Central revela que 200 milhões de pessoas foram afetadas por temperaturas acima da média entre dezembro e fevereiro no Brasil.
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A onda de calor que atua em algumas regiões do Brasil não é a única responsável pelos dias mais quentes. Um novo levantamento publicado pela Climate Central, organização americana de monitoramento meteorológico, mostra que os impactos das mudanças climáticas estão cada vez aparentes nos termômetros. As informações são do Globo Rural.
Dentre as 678 cidades dos 175 países analisados, 15 são brasileiras. Vila Velha (ES), Goiânia (GO) e Campinas (SP) foram as que apresentaram maior anomalia de temperatura, com aumento de 1,15 °C, 0,99°C e 0,93°C, respectivamente. A capital amazonense – Manaus aparece em sétimo lugar com Manaus, 0,70°C.
Entre dezembro de 2023 e fevereiro de 2024, 80% da população global foi exposta a pelo menos um dia de temperaturas acima da média esperada para o período, segundo o estudo.
A Bósnia é o grande destaque, com aumento de 4,09°C nas temperaturas, ao lado da Romênia e da Sérvia, onde os termômetros subiram 3,97°C. O estudo utiliza a média registrada entre 1991 e 2020 como base comparativa.
De acordo com os pesquisadores, o El Niño em atividade já prevê um aumento na temperatura global, porém, como o estudo se baseia nos dados dos últimos 30 anos para estabelecer uma base comparativa, as variabilidades dos ciclos El Niño-La Niña são consideradas.
“Isso nos permite quantificar a influência das alterações climáticas no aquecimento”, informa o texto.
Veja as 15 cidades mais aquecidas:
- Vila Velha, 1,15°C
- Goiânia, 0,99°C
- Campinas, 0,93°C
- Recife, 0,90°C
- Salvador, 0,84°C
- Maceió, 0,77°C
- Manaus, 0,70°C
- Belém, 0,63°C
- Curitiba, 0,6°C
- Brasília, 0,59°C
- Guarulhos, 0,56°C
- São Paulo, 0,54°C
- Rio de Janeiro, 0,47°C
- Porto Alegre, 0,46°C
- São Gonçalo, 0,17°C
Recordes de calor
Um dos fatores que ajudam a explicar as elevações na temperatura é a quantidade de dióxido de carbono (CO₂), principal gás do efeito estufa, presente na atmosfera. As concentrações atingiram 422,8 ppm em janeiro de 2024, o maior nível em dois milhões de anos.


