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A Justiça Eleitoral intimou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a excluir de seu canal no Youtube, no prazo de até 24 horas, o vídeo do ato de 1º de Maio em que o petista pede votos a Guilherme Boulos, pré-candidato do PSOL à prefeitura de São Paulo. O pedido de remoção atendeu a uma representação feita pelo Partido Novo.
Lula cumpriu a decisão da Justiça na tarde desta quinta-feira e removeu o vídeo do ato do seu canal no Youtube. Ao clicar no link da publicação, aparece a mensagem “Vídeo indisponível. Este vídeo foi removido pelo usuário que fez o envio”.
A ação se refere ao evento em comemoração ao Dia do Trabalho realizado no estádio do Corinthians, na quarta-feira, em que Lula pediu para o público votar em Boulos, ao seu lado no palco, na eleição de outubro. A legislação eleitoral proíbe pedido explícito de votos no período anterior à campanha eleitoral, e a atitude pode acarretar em multa.
— Ninguém derrotará esse moço aqui se vocês votarem no Boulos para prefeito de São Paulo nas próximas eleições. E eu vou fazer um apelo, cada pessoa que votou no Lula em 89, em 94, em 98, em 2006, em 2010, em 2018, em 2022, tem que votar no Boulos para prefeito de São Paulo — discursou Lula no ato realizado na Zona Leste de São Paulo.
O Youtube foi notificado para que proceda à remoção. A decisão da Justiça Eleitoral também intima o Ministério Público Eleitoral a se manifestar no prazo de um dia.
Desde o ato desta quarta-feira, diversos adversários políticos de Boulos, como Kim Kataguiri (União), Marina Helena (Novo) e o diretório municipal do PSDB, manifestaram-se a favor de processar o presidente pela propaganda irregular.
Em resposta à declaração de Nunes de que Lula estaria infringindo a lei eleitoral e “pensando no palanque de 2026”, o coordenador da pré-campanha de Boulos à prefeitura de São Paulo, Josué Rocha, em nota, afirmou que “Ricardo Nunes tenta criar uma cortina de fumaça para despistar o uso de eventos oficiais da Prefeitura, realizados com dinheiro público, para a promoção de sua candidatura à reeleição. Ele é quem deve explicações à sociedade”, escreveu, em referência a uma matéria do site “Metrópoles” segundo a qual uma servidora municipal convidou outros funcionários, “sem uniforme e sem crachá”, para prestigiarem um evento com a presença do prefeito.


