
O crime de maus-tratos a animais registrados no Amazonas, conta agora com o primeiro perito criminal veterinário do estado.
O profissional irá desempenhar um papel fundamental de analisar, esclarecer e identificar autores. Sua especialização em medicina veterinária e na área policial é essencial para investigar e resolver os casos garantindo justiça para as vítimas e tutores.
A diretora do Instituto de Criminalística (IC) do Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC), perita criminal Najara Marinho, explicou a importância do profissional para o estado do Amazonas e ressaltou que o trabalho do perito permitirá que as equipes atuem com mais força e rigidez no combate a atos cruéis contra animais.
Nós ficamos felizes com a nomeação do primeiro perito veterinário do Estado do Amazonas. Apesar de sabermos que as ocorrências de maus-tratos ocorrem, como nos demais estados também, nós não tínhamos um perito para esse tipo de crime. Ele tem a função de garantir a prova técnica, ou seja, aquela prova irrefutável de que os maus-tratos de fato aconteceram, por isso é muito importante a presença do perito no processo para que o criminoso, possa vir a ser de fato condenado”, disse.
A perita explicou que o profissional irá utilizar o Protocolo de Perícia em Bem-Estar Animal (PPBEA), para identificar o tratamento que o animal recebe.“Ele (perito) vai usar o que é chamado de PPBEA, onde irá caracterizar o nível de bem-estar do animal. Então esse nível pode estar alto, muito alto, regular, baixo ou muito baixo. Estando baixo ou muito baixo, caracteriza-se de fato que está ocorrendo maus-tratos, e a partir disso vai ser feita uma investigação para saber se esses maus-tratos estão sendo feitos de forma intencional”, ressaltou a perita.
Elucidação de crimes
Conforme a diretora, o perito criminal veterinário irá tratar na elucidação de crimes contra animais, incluindo também casos específicos de abuso e envenenamento. “Além dos casos de maus-tratos, hoje, com a vinda desse perito criminal veterinário, nós podemos inclusive trabalhar em casos de abuso sexual, onde pode ser feita a coleta do material genético, inclusive com possibilidade de identificar o agressor”, explicou.
Denúncias
Ter em mãos provas contra maus-tratos aos animais pode agilizar a identificação do agressor e a investigação do caso.
“Nós temos a Delegacia Especializada em Crimes Contra o Meio Ambiente e Urbanismo (Dema), da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), então o cidadão pode estar indo até esses locais para fazer a denúncia, o ideal é que ele tenha provas, como filmagens, fotos da situação que está ocorrendo para que possa fundamentar a investigação e para que a equipe pericial seja demandada” disse Najara.


