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O domingo (28) de eleições presidenciais da Venezuela foi marcado por protestos de venezuelanos em mais de 30 cidades do Brasil, incluindo Santa Catarina. As manifestações de venezuelanos pediam a saída do atual presidente Nicolás Maduro, em apoio ao adversário dele na eleição deste domingo, o diplomata Edmundo González Urrutia.
Em Blumenau, terceira maior cidade de SC, um grupo de venezuelanos se reuniu em frente à prefeitura com bandeiras do país vizinho e faixas contra Maduro. Em outras regiões do país, como a fronteira da Venezuela com o Brasil, em Roraima, também foram registradas manifestações.
A expectativa é de que cerca de 21 milhões de eleitores fossem às urnas na Venezuela neste domingo.
Santa Catarina já recebeu cerca de 48 mil venezuelanos, segundo dados do sistema de imigração da Polícia Federal. É o terceiro estado que mais recebeu venezuelanos no país nos últimos anos, atrás apenas de Roraima e Amazonas, que são portas de entrada para a população do país em função da proximidade geográfica.
BRASÍLIA

Centenas de venezuelanos se reuniram na tarde deste domingo, na capital federal, próximo a Torre de TV, para protestar contra o ditador Nicolás Maduro, que já está no poder há mais de 10 anos. Maduro faz parte do chavismo, uma ideologia política que comanda a Venezuela há mais de 25 anos.
O jornal Correio Brasiliense conversou com uma das organizadoras do protesto, Katiusca Alcala Nunez, de 45 anos. Ela veio para o Brasil no ano de 2014 para fugir da pobreza que atinge a Venezuela. Com medo da situação financeira piorar, ela decidiu deixar tudo para trás e recomeçar a vida no país vizinho.
Formada em enfermagem, ela sonha em voltar para a terra natal caso o principal rival de Maduro, Edmundo González Urrutia, ganhe as eleições.
“Mas eu como profissional que sou, tenho vontade de voltar para atuar na minha área de formação e cuidar do meu povo, que tanto precisa da gente”, destacou.
Questionada sobre o motivo de organizar o protesto, Katiusca afirma que por não conseguir votar, ela e alguns amigos decidiram se concentrar no centro de Brasília para dar apoio aos “irmãos venezuelanos” que estão votando neste momento. Ela ainda destaca com firmeza que Maduro irá perder. “A gente está muito feliz e esperançoso de que esse governo vai sair e, que teremos, um novo governo”, frisou.
Alcala Nunez acredita que a democracia voltará com a eleição de González e diz que “as expectativas estão muito boas”. Ao ser perguntada do motivo de torcer por uma vitória de Edmundo nas urnas, ela argumenta que é uma boa oportunidade de novas pessoas demonstrarem políticas diferentes daquelas que a Venezuela está acostumada há cerca de 25 anos.
A principal pesquisa que avalia as condições de vida na Venezuela, a Encovi, no último levantamento de 2021, destacou que 94,5% da população venezuelana está em algum nível de pobreza — e 76,6% estão na extrema pobreza.
Por conta do nível alto da pobreza, Katiusca acredita que mesmo com um possível novo governo, González levará um certo tempo para reerguer a Venezuela.
“Porque durante esses 25 anos em que ela passou sob o chavismo, é tipo uma doença que demorou muito para ser tratada. Então, a gente acha que vai demorar, mas quando essa ferida for tratada e curada , estaremos prontos para voltar e reconstruir nossa Venezuela”, contou emocionada.


