
Pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) desenvolveram um substituto biodegradável para o poliestireno expandido, conhecido como isopor, usado na construção civil. O novo material, chamado Isopor da Amazônia, é feito a partir de pecíolos e resíduos da palmeira Buriti.
O Buriti, uma palmeira abundante na Amazônia, fornece o material conhecido como miriti.
Tradicionalmente utilizado em artesanato, o miriti apresenta propriedades físicas e mecânicas que o tornam adequado para isolamento térmico e acústico na construção civil.
Os pesquisadores da Esalq realizaram análises detalhadas dessas propriedades, descobrindo sua resistência e comportamento sob altas temperaturas.
Durante o desenvolvimento, a equipe percebeu que o processamento inicial do miriti resultava em uma perda significativa de material, cerca de 50%.
Para resolver essa questão, criaram uma patente que permite a produção de painéis térmicos sem a necessidade de desdobrar o material, minimizando a perda.
Com a patente registrada, o próximo passo é levar o Isopor da Amazônia à produção em escala industrial. Para isso, os pesquisadores buscam parcerias com empresas interessadas em inovação sustentável.
A transição do laboratório para a indústria é crucial para que o novo material possa ser utilizado amplamente, oferecendo uma alternativa ecológica ao isopor tradicional.
*Com informações da USP


