
Um idoso de 71 anos foi preso preventivamente, nesta quinta-feira (29), suspeito de estuprar a filha de 11 anos. Os estupros, segundo a delegada Juliana Tuma, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, ocorreram na casa onde ela morava com o pai, no bairro Jorge Teixeira, zona leste da capital.
“Ele a amarrava, a amarrava com uma corda quando ela se negava a ter relações sexuais com ele. Ele amarrava essa menina no estrado da cama com cordas. E isso para ela é muito traumático em relação às partes dos braços. Ela chora muito. Não foi só violência sexual, existe a violência física”, disse Juliana Tuma.
“Segundo a mesma [vítima], ele cometia [os estupros] desde os 10 anos e o relato de escuta especial dela aponta, inclusive, a consumação carnal confirmado por laudo de exame de IML. Ela passou a morar com o autor na separação dos pais e ele passou a cometer os abusos”, disse Juliana Tuma.
A investigação contra o idoso começou em novembro de 2023, quando a vítima morava com a mãe e relatou os abusos, mas ele foi preso somente nesta quinta. Conforme a delegada, o idoso enviou fotos íntimas para a adolescente e dizia querer ter relações sexuais com ela.
“Depois da denúncia, ele passou a mandar mensagens no aplicativo de conversas pedindo fotos sensuais e falando atrocidades sexuais, pedindo para ela ter relações sexuais, pressionando e em determinado ameaçando a vítima”, disse Juliana Tuma.
O idoso estava foragido desde março deste ano. A delegada disse que quando foi preso, ele debochou da equipe policial: “quase que vocês não me pegam”.
Juliana Tuma definiu o crime como “hediondo” por ele amarrar a filha para estuprá-la.
O pai alega que tudo é uma “invenção” da vítima e nega os abusos.


