
O Brasil registra 3.640 focos de incêndio neste domingo (8.set.2024), segundo dados consolidados do sistema BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A Amazônia concentra a maior parcela das ocorrências, com 1.847 –ou 50,7%.
O Estado do Mato Grosso teve o maior número de queimadas, com 1.893 focos registrados em 24h; seguido do Pará (593) e Amazonas (237). O país registrou 28.972 focos de incêndio de 1º a 8 de setembro.
O país vive uma seca histórica, com a pior estiagem em 44 anos, segundo o Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
Entenda as causas:
A seca e a estiagem que afetam grande parte dos municípios são comuns no inverno brasileiro. A temporada começou em junho e segue até o final de setembro. No entanto, a intensidade em que ocorrem na estação, neste ano, é atípica. São 2 os fatores que mais impactam no cenário:
fortes ondas de calor – foram 6 desde o início da temporada, de acordo com oCemaden. Por outro lado, as ondas de frio foram somente 4;
antecipação da seca – em algumas regiões do Brasil, o período de seca começou antes do inverno. Na amazônica, por exemplo, a estiagem se intensificou quase 1 mês antes do previsto, já no início de junho.
Na região da Amazônia, a seca toma formas preocupantes. Os municípios amazônicos enfrentam cerca de 1 ano de estiagem. É a seca mais longa já registrada. São 3 as principais causas:
intensidade do El Niño – o regime de chuvas foi impactado pelo fenômeno que aquece as águas do Oceano Pacífico. Teve seu pico no início deste ano e influenciou o começo da seca;
aquecimento anormal das águas do Atlântico Tropical Norte – a temperatura na região marítima, que fica acima da América do Sul, chegou a aumentar de 1,2 °C a 1,4 °C em 2023 e 2024;
temperaturas globais recordes – em julho, o mundo bateu o recorde de maior temperatura já registrada na história. O cenário cria condições para ondas de calor mais fortes.


