
Com o nível do Rio Negro em Manaus atingindo recorde de 12,66 metros de cota baixa, nesta sexta-feira (4), e os rios do estado com níveis abaixo do permitido para a navegação a capital amazonense tem enfrentado grandes dificuldades para o transporte de mercadorias para o abastecimento, principalmente do comércio que depende muito desse modal fluvial na região.
A Federação do Comércio do Amazonas (Fecomércio) afirma que ao contrário do ano passado quando foi pego de surpresa, este ano a maioria dos empresarios e comerciantes se preparam para enfrentar a estiagem e anteciparam compras mantendo os estoques de produtos para atender os consumidores.
“Desde que tomamos conhecimento dos dados da Defesa Civil do Estado sobre a estiagem, levamos essa informação aos empresários e compartilhamos a necessidade de planejar as compras, e o comércio fez isso, adquirindo mercadorias com antecedência”, afirmou o presidente da Fecomércio Amazonas, Aderson Frota.
Em 2023, o comércio da capital sofreu com a falta de produtos que chegam a Manaus por via fluvial, durante o que foi, até então, a seca mais severa da história do Rio Negro.
“No ano passado, fomos pegos de surpresa pela seca severa e acabamos pagando um frete muito mais alto, que aumentou em 300%. Tivemos dificuldades para a chegada das mercadorias, cujo prazo se dilatou de 30 para 60 dias. Mas estamos administrando essas dificuldades, estamos unidos e conscientes dos desafios que enfrentaremos”, declarou.


