Petrobras, ExxonMobil, Chevron e CNPC compram 16.312,33 km² na região, enquanto ambientalistas e comunidades locais seguem em protesto contra a concessão.

O leilão para exploração de petróleo e gás na Bacia da Foz do Amazonas, conduzido pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) nesta terça-feira, 17, resultou na venda de 19 dos 47 blocos oferecidos.
Embora a expectativa seja de arrecadação mínima de R$ 600 milhões, o certame aconteceu em meio a muitas controvérsias.
Ambientalistas e grupos indígenas levantaram ao longo de todo o processo que antecedeu o leilão, preocupações sobre os impactos ecológicos da exploração, especialmente por envolver regiões de alta sensibilidade ambiental, como as Áreas Prioritárias para Conservação da Biodiversidade da Zona Costeira e Marinha.
Exploração da Foz do Amazonas
Projeções indicamo potencial de descoberta de até 10 bilhões de barris de petróleo na Foz do Amazonas, o que poderia gerar movimentações econômicas superiores a R$ 1 trilhão.
No entanto, em um processo que está longe de ser simples, as petroleiras ainda enfrentam desafios jurídicos e resistência local.
Além disso, o Ministério Público Federal havia solicitado a suspensão imediata do certame, alegando a necessidade de mais avaliações ambientais e consultas com as populações afetadas.
O debate sobre a exploração na região inclui questionamentos sobre a adequação dos estudos ambientais realizados. Organizações como a Federação Única dos Petroleiros e o Instituto Arayara moveram ações judiciais, alegando que o leilão viola os compromissos ambientais e climáticos assumidos pelo Brasil.


