Ritmo da queda das águas não era tão lento desde 2022, quando houve a segunda maior cheia da história.

O rio Negro chegou aos 25,49 metros na última sexta-feira (12), segundo a medição oficial do Porto de Manaus. O nível está 9,02 metros acima do registrado na mesma data em 2024, quando as águas atingiram 16,75 metros. O ano foi marcado pela maior estiagem da história desde o começo dos registros em Manaus.
Já neste ano, o ritmo da queda das águas está mais lento do que em 2023 e 2024. Segundo os registros do Porto de Manaus, as descidas na ordem de 11 a 13 centímetros só foram registradas em setembro no ano de 2022, quando o rio Negro passou pela quarta maior cheia da história no pico de 29,75 metros.
Neste ano, as águas tiveram seu auge no início de julho e chegaram aos 29,05 metros, superando a cota de inundação severa de 29 metros por apenas alguns dias antes de iniciar o processo de vazante. O boletim do Serviço Geológico Brasileiro (SGB/CPRM) aponta que a estiagem de 2025 está no limiar da normalidade, mas ainda acima da média para essa época do ano.
A expectativa é de que a vazante tenha seu auge entre outubro e novembro, meses que culminam no fim do verão amazônico nas primeiras semanas de dezembro, época em que geralmente o rio volta a subir.
Chance de La Niña
A Administração Oceânica e Atmosférica (NOAA) dos Estados Unidos emitiu um boletim estimando em 71% a probabilidade de ocorrer o La Niña entre outubro e dezembro de 2025. O fenômeno consiste no resfriamento das águas do oceano Pacífico e pode interferir nos ciclos das chuvas na América do Sul.
No caso do Brasil, aumentam as chances de chuvas torrenciais no Norte e Nordeste e ocorrência de seca no Sul, com Sudeste e Centro-Oeste sofrendo menos consequências. A última ocorrência do La Niña com forte intensidade foi entre 2020 e 2023, época das maiores cheias da história do rio Negro.
Apesar do alerta, a agência norte-americana destacou que o La Niña previsto para os próximos meses, se ocorrer, deverá ter fraca intensidade.


