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Delegado pega mais de 30 anos por morte de advogado

Sotero recebe a sentença diante do Tribunal do Juri amazonense, no Fórum Henoch Reis

O Tribunal do Júri condenou, nesta sexta-feira à noite (29), o delegado Gustavo Sotero a mais de 30 anos de prisão pela morte do advogado Wilson Justo Filho e outros crimes cometidos por ele dentro do Porão do Alemão, onde o advogado foi morto a tiros pelo policial, no dia 25 de novembro de 2017.

Conforme a sentença proferida pelo juiz Celso Souza de Paula, após três dias de julgamento no Fórum Henoch Reis, no Aleixo, Sotero não poderá apelar da sentença em liberdade, ficando preso inicialmente em regime fechado, uma vez que já foi condenado pelo Tribunal do Júri. Sotero já estava preso preventivamente desde o final de 2017 e além da liberdade perdeu também a carreira de delegado de polícia .

Ele foi condenado por crime de lesão corporal contra Fabíola Rodrigues, esposa de Wilson, que resultou na pena de 3 anos e 6 meses de reclusão, e 2 anos e 6 meses por lesão corporal contra Yuri José Paiva.

Em relação a Mauricio Carvalho, Sotero teve a pena fixada em 8 anos e quatro meses de reclusão, somando definitiva a pena de de 30 anos e 2 meses de reclusão que deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado. O agora ex-delegado não poderá recorrer da sentença em liberdade. 

Conforme a decisão, Gustavo Sotero cometeu homicídio privilegiado com duas qualificadoras, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. O motivo fútil foi negado.  

O caso

A morte do advogado ocorreu por um motivo fútil. O delegado teria “azarado” a esposa do advogado, que foi tirar satisfações. De acordo com os depoimentos do processo, Wilson agrediu o delegado com um soco que reagiu atirando e só parou quando a pistola travou.Cenas que foram expostas ao público por meio das imagens das câmeras de segurança da casa noturna. Em uma das cenas, a mulher de Wilson, Fabíola, se agarra nas pernas de Sotero clamando pela vida do marido enquanto o assassino segue determinado atrás do advogado com a arma em punho.

“Sotero disparou duas vezes contra o advogado, que se escondeu. Em seguida, ele o perseguiu e deu mais dois tiros. Ele só parou quando a arma dele travou”, explicou o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Amazonas (OAB/AM), Marco Aurélio Choy.

Após o assassinato o delegado permaneceu no local e foi conduzido para o 19° Distrito Integrado de Polícia (DIP), onde foi preso em flagrante por homicídio doloso e lesão corporal.

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