Portal Você Online

Basa: programa de microcrédito com atendimento em barcos no AM

Juros de 0,5% ao ano e desconto de 40% para quem paga as parcelas do empréstimo em dia são oferecidos pelo Basa (Banco da Amazônia) a microempreendedores no Amazonas. O crédito é pelo programa Basa Acredita, que será oferecido em duas agências específicas em Manaus e no interior do estado em barcos e vans adaptados.

“Se o cliente pega R$ 10 mil e paga tudo em dia, ele termina o contrato pagando R$ 6 mil. É um incentivo real para quem quer começar ou ampliar o seu negócio”, disse o presidente do Banco da Amazônia, Luiz Lessa.

O microcrédito é para empreendedores com faturamento de até R$ 360 mil por ano e abrange atividades como salões de beleza, costureiras, vendedores de lanche, pequenos comércios e prestadores de serviço. Há linhas de crédito individuais de até R$ 12 mil, além da modalidade familiar que pode chegar a R$ 30 mil.

As agências em Manaus foram inauguradas na manhã desta segunda-feira (27). Uma é no Boulevard Álvaro Maia, na zona centro-sul, e outra na Compensa, zona centro-oeste.

Segundo Luiz Lessa, o programa busca alcançar empreendedores de localidades distantes oferecendo não apenas crédito, mas também orientação e capacitação. “O microcrédito não é só dinheiro, é orientação. É levar treinamento básico de negócio, ensinar como administrar o caixa e separar o que é gasto da empresa e o que é pessoal”, explicou Luiz Lessa.

Segundo ele, a instituição aplicou R$ 56 milhões em microcrédito no Amazonas em 2024 e atendeu 15 mil empreendedores em apenas duas unidades. Com as novas agências e o atendimento itinerante, o banco espera dobrar esse número em 2025. “Nós vamos avançar para Manacapuru, Itacoatiara, Parintins e outros municípios. A meta é chegar a quem mais precisa, no tempo certo”.

Segundo Lessa, o banco cumpre uma diretriz do governo federal para ampliar o acesso ao crédito produtivo na região. “O microcrédito é uma determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para fazer o dinheiro chegar a quem mais precisa. É o governo acreditando no sonho de quem trabalha e quer crescer”.

Hoje, o Banco da Amazônia conta com 96 unidades de microcrédito em operação em toda a Região Norte e pretende chegar a 200 até dezembro de 2026. O orçamento previsto para o próximo ano é de R$ 1 bilhão destinado exclusivamente às operações de microcrédito produtivo.

“O microcrédito é o instrumento mais forte de política pública para melhorar a qualidade de vida e gerar renda na Amazônia”, avaliou Lessa. “Quando o pequeno negócio prospera, ele gera emprego, movimenta a economia e transforma realidades locais”.

O presidente do Basa também disse que todo o crédito concedido pelo banco passa por critérios rigorosos de sustentabilidade. “Nós temos mais de 30 itens de verificação em cada operação. Só aprovamos crédito que tenha impacto positivo — ambiental, social e ético. Nosso papel é fomentar o desenvolvimento sustentável e fortalecer a bioeconomia da região”.

Os interessados podem procurar diretamente uma das unidades do Basa Acredita em Manaus.

Desenvolvimento regional

A solenidade contou com a presença de autoridades e empreendedores locais. O senador Eduardo Braga (MDB) e o presidente da Faea (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Amazonas), Muni Lourenço, falaram da importância da iniciativa.

Para Muni Lourenço, a expansão do programa é “louvável e essencial para o desenvolvimento regional”. Ele destaca que o crédito rural é especialmente importante, já que a maioria dos produtores amazonenses são pequenos empreendedores familiares.

“Esse acesso facilitado, simplificado, com taxas de juros mais baixas e rebate para quem paga em dia, é extremamente positivo para alavancar a produção rural e gerar emprego e renda no interior”, afirmou. Muni reforçou ainda que quanto mais instituições oferecerem crédito produtivo, maior será o impacto econômico e social no Amazonas.

“O Basa é uma das instituições financeiras mais importantes da região Norte. A presença do banco no interior ajuda a diminuir as limitações que o pequeno produtor enfrenta para acessar crédito. Cada nova unidade é um passo no fortalecimento da nossa economia”, avaliou o presidente da Faea.

Ele também citou os principais desafios estruturais enfrentados pelos trabalhadores rurais para obter crédito, como a falta de regularização fundiária e ambiental e as deficiências de infraestrutura produtiva no interior. “Esses gargalos ainda dificultam o acesso de muitos empreendedores ao financiamento, mas iniciativas como a do Banco da Amazônia ajudam a superar parte dessas barreiras”, completou.

Eduardo Braga ressaltou o papel do banco na modernização do crédito regional. “É um passo inédito na história do Banco da Amazônia. Agora o Basa vai onde o microempreendedor está, seja na beira do rio, na comunidade ou na vila rural. O banco está se tornando moderno, com pontos móveis e atendimento digital, levando o crédito e a esperança de recomeço para quem precisa. Até então, o nosso microcrédito na Amazônia estava muito restrito ao próprio Banco do Brasil e ações da Afeam que eram inconstantes”, afirmou Braga.

Notícias Relacionadas

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *