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Wilson Lima proíbe uso de linguagem neutra na administração pública

O governo federal e o governo do Amazonas passaram a falar a mesma língua — literalmente — ao proibir o uso da linguagem neutra na administração pública.

O presidente Lula sancionou a Lei nº 15.263/2025, que proíbe o uso de linguagem neutra na administração pública em todos os níveis — federal, estadual e municipal.

A norma determina que órgãos públicos utilizem exclusivamente a forma culta da língua portuguesa, vedando expressões como “todes”, “elu” e outras flexões que não constam no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP).

No Amazonas, o governador Wilson Lima abriu sindicância para investigar o uso dessas flexões em um evento patrocinado pelo Estado.

A apuração busca identificar quem autorizou o uso do nome do Governo do Amazonas em material que empregou flexões típicas da linguagem neutra, como substituições de “o” e “a” por “e”, “u”, “x” ou “@”.

O governador reforçou que a comunicação institucional deve seguir rigorosamente as regras da língua portuguesa e alertou que qualquer desvio será investigado e corrigido.

A lei sancionada por Lula faz parte da política de “linguagem simples”, que estabelece diretrizes para que documentos oficiais, formulários e comunicações públicas sejam redigidos com clareza, objetividade e linguagem acessível.

Entre as orientações estão o uso de frases curtas, ordem direta, voz ativa e eliminação de termos imprecisos ou construções que dificultem a compreensão.

Confira a nota oficial do governo do Amazonas:

O governador Wilson Lima determinou, nesta segunda-feira, a apuração imediata para identificar quem autorizou o uso do nome do Governo do Amazonas em um evento que empregou linguagem neutra.

Segundo o governador, esse tipo de grafia não faz parte das diretrizes oficiais da administração estadual.

Wilson Lima destacou que a comunicação institucional segue as normas da Língua Portuguesa e que qualquer uso divergente será investigado e corrigido.

A medida busca assegurar o cumprimento das orientações adotadas por todos os órgãos do Estado”.

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