
A promotora de Justiça Sheyla Andrade dos Santos pediu que os bois-bumbás Garantido e Caprichoso também sejam condenados ao pagamento de indenização por danos morais coletivos por conta da cobrança de preços abusivos de ingressos para o Festival Folclórico de Parintins de 2026. O pedido foi feito nesta terça-feira (18) no âmbito de uma ação ajuizada contra a Amazon Best.
A inclusão das agremiações ocorreu após a Amazon Best apresentar um documento intitulado “Termo Conjunto de Definição e Aprovação de Política de Preços da Bilheteria”, que atesta os preços cobrados por ela. O documento é assinado digitalmente pelos presidentes Rossy Amoedo (Boi Caprichoso) e Fred Góes (Boi Garantido).
“Tal documento demonstra, de forma cristalina, que essas entidades, foram indicadas pela Requerida, como corresponsáveis pela definição da política de preços tida como abusiva, participando ativamente da estrutura que resultou nos reajustes exorbitantes”, afirmou a promotora de Justiça no pedido enviado à Justiça.
As assinaturas, segundo Sheyla, contêm data de 5 de novembro, um dia após o Ministério Público ajuizar a ação. Sheyla pediu uma perícia técnica para atestar a veracidade das assinaturas do documento apresentado pela Amazon Best. Os presidentes do Garantido e do Caprichoso também deverão ser ouvidos.
Sheyla reforçou o pedido para que a Amazon Best apresente critérios econômicos e financeiros detalhados que justifiquem o aumento dos valores.
A promotora pediu ainda que um perito técnico-contábil seja nomeado para analisar e emitir um parecer técnico sobre o detalhamento dos critérios econômicos e financeiros (planilhas de custos, laudos e comparativos de investimentos) que forem apresentados à Justiça. O objetivo é esclarecer se há aumento arbitrário de lucros ou infração à ordem econômica.
No dia 5 deste mês, a juíza Simone Laurent Arruda da Silva atendeu o pedido Ministério Público do Amazonas e determinou a suspensão da venda de ingressos para a edição 2026 do evento. No pedido, o Ministério Público alegou aumentos abusivos.
A ação levou em consideração preços de uma tabela comparativa de 2025 e 2026, onde foi constatado aumento incomum no preço dos ingressos, com reajustes que ultrapassam 200% em diversos setores, em comparação com o ano anterior.
No mesmo dia, a promotora Sheyla Andrade se reuniu brevemente com com representantes da empresa Amazon Best e declarou que ambos buscariam uma conciliação.
“O Ministério Público acabou de obter agora, após pedido de tutela de urgência, uma liminar na qual foi determinado que a empresa Amazon Best prestasse as devidas informações conforme consta na nossa peça inicial. Neste encontro com a empresa, ficou ajustado para que amanhã, às 10h, tenhamos outra reunião buscando, de alguma maneira, uma conciliação para que esse processo tenha o seu desfecho”, finalizou.


