Governador, deputados e vereadores de Manaus reagiram nas redes sociais à decisão tomada pelo ministro Alexandre de Moraes.

O governador Wilson Lima (União), vereadores de Manaus e deputados aliados de Bolsonaro usaram as redes sociais para criticar a prisão do ex-presidente, decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Ttribunal Federal.
Em seu perfil no Instagram, Wilson Lima disse que a prisão do ex-presidente é desproporcional e desnecessária. “O Brasil precisa de equilíbrio, serenidade e pacificação. Que essa decisão seja revista o quanto antes”, escreveu.
Os vereadores Capitão Carpê (PL) e Coronel Rossis (PL), além dos deputados Debora Menezes (PL) e Capitão Rossi (PL) se posicionaram contra a prisão, realizada na manhã deste sábado, em Brasília.
Bolsonaro foi preso às 6h20, no condomínio onde mora e cumpria prisão domiciliar por coação no curso do processo. De acordo com decisão judicial, a prisão deste sábado ocorreu porque o processo no qual ele foi condenado a 27 anos por tentativa de golpe no 8 de janeiro termina o seu trânsito em julgado nos próximos dias.
Os vereadores Capitão Carpê (PL) e Coronel Rossis (PL) expressaram ser contrários à prisão do ex-presidente. “Dias sombrios para a nossa nação”, disse o vereador Carpê.
Rossis (PL) usou o termo ‘ditadura’ para se manifestar a respeito da prisão de Jair Bolsonaro.
“Se isso não faz você entender que vivemos em uma ditadura, você só entenderá quando você mesmo estiver preso. Está na sua cara, pra qualquer um ver. As censuras, as perseguições, as violações de lei”, afirmou.
Para os deputados Debora Menezes (PL) e Capitão Alberto Neto (PL), a medida é uma tentativa silenciar o ex-presidente.
“É revoltante a gente ter que acordar e acompanhar mais um dia, mais uma decisão autoritária do Alexandre Ministro de Morais contra a oposição do Lula. Ele não deveria estar preso. Isso é mais uma tentativa de humilhar, perseguir e tentar intimidar”, comentou Debora.
Já Alberto Neto, acredita que Jair Bolsonaro está sendo perseguido de forma equivocada, e pediu justiça.
“Presidente Bolsonaro merece respeito, devido processo legal e tratamento digno como qualquer cidadão. O que estamos vendo é desproporção e perseguição. O Brasil precisa voltar a viver sob equilíbrio e justiça”, enfatizou.
‘Justiça sendo feita’
Enquanto os parlamentares aliados a Bolsonaro criticaram a medida, representantes da esquerda, mostraram-se favoráveis a decisão. Entre eles, o vereador Zé Ricardo (PT).
“Bolsonaro estava em prisão domiciliar e já foi condenado por tentar golpe de Estado. Agora é preso de forma preventiva, pela PF e STF, por violar as medidas cautelares, tirar tornozoleira para impedir fuga. É justiça sendo feita dentro das regras do Direito e da Democracia”, destacou em seu perfil na internet.
Sobre a prisão
A Polícia Federal entendeu que havia risco de fuga antes do início do cumprimento da pena. Havia também uma mobilização formada em frente à casa de Bolsonaro que iniciou na última sexta-feira (21), o que segundo a PF representaria um risco aos agentes de segurança que faziam a fiscalização sobre o cumprimento da prisão domiciliar.
Na decisão, consta que o Centro de Integração de Monitoração Integrada do Distrito Federal comunicou à Suprema Corte a ocorrência de violação do equipamento de monitoramento eletrônico do réu, às 0h08min do dia 22/11/2025.
“A informação constata a intenção do condenado de romper a tornozeleira eletrônica
para garantir êxito em sua fuga, facilitada pela confusão causada pela manifestação convocada por seu filho. Não bastassem os gravíssimos indícios da eventual tentativa de fuga do réu Jair Messias Bolsonaro, acima mencionados, é importante destacar que o corréu Alexandre Ramagem Rodrigues, a sua aliada política Carla Zambelli, ambos condenados por esta Suprema Corte; e o filho do réu, Eduardo Nantes Bolsonaro, denunciado pela Procuradoria-Geral da República no Supremo Tribunal Federal, também se valeram da estratégia de evasão do território nacional, com objetivo de se furtar à aplicação da lei penal”, cita o documento.


