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Após fatalidade, Iphan diz não ter autorizado e manda parar montagem natalina em Manaus; vídeo

O tombamento de um guindaste durante a montagem da árvore de Natal de 2025, no Largo São Sebastião, no Centro de Manaus, deixou um trabalhador identificado como Antônio Paulo Rodrigues de Souza, 40 anos.

 O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan ) alega falta de aprovação prévia para intervenções na área de entorno do Teatro Amazonas, bem tombado como Patrimônio Cultural Brasileiro, e pediu a paralisação da montagem da estrutura de Natal no Largo de São Sebastião, no Centro Histórico de Manaus. No domingo Antônio Paulo Rodrigues de Souza , que trabalhava morreu no local- ainda em pericía – tquando o guindaste ombou como o enfeite natalino.

O projeto de ornamentação, incluindo a intervenção no entorno do Monumento de Abertura dos Portos, foi protocolado pelo Governo do Estado no dia 18 de novembro e encontra-se em análise técnica pelo Iphan, conforme os procedimentos e prazos previstos na Portaria nº 420/2010.

“O Instituto reafirma seu compromisso de atuar de forma técnica, preventiva e cooperativa com as instituições, de modo a conciliar a preservação do patrimônio cultural com o uso seguro e responsável dos espaços históricos”, informou, em nota.

A solicitação ocorreu ainda no domingo(23), após guindaste que erguia parte da árvore de Natal de 30 metros de altura tombar. Um operário morreu e outro ficou ferido. Na cirurgia, a perna direita dele foi amputada.

Fatalidade

A morte do trabalhador Antônio de Souza , durante a montagem da árvore de Natal no Centro de Manaus, ganhou novos contornos de comoção após a divulgação de um vídeo gravado por ele antes do acidente, mais precisamente há 2 anos.

Nas imagens, Antônio aparece executando normalmente suas atividades no alto da estrutura, sem imaginar que, alguns anos depois, o guindaste que o sustentava tombaria, provocando sua queda fatal.

O acidente ocorreu durante o processo de içamento da árvore, que fazia parte da decoração natalina da cidade.

A Polícia Civil trabalha com a hipótese de uma falha técnica no equipamento ou no método de içamento. Segundo o delegado responsável, detalhes como a base de sustentação, o peso aplicado ao guindaste e a estabilidade da estrutura são alvos da perícia.

A empresa responsável pela montagem deverá apresentar documentação técnica, protocolos de segurança e informações sobre a manutenção do maquinário. As equipes de perícia já analisam o local do acidente para determinar se houve negligência operacional ou falha mecânica.

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