
Entre janeiro e 22 de novembro de 2025, o município de Manaus registrou 7.054 casos de malária, em um aumento de 39,7% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram notificados 5.049, conforme o Sistema de Informações de Vigilância Epidemiológica (Sivep – Malária/Ministério da Saúde).
No Disa Oeste, o número de casos deste ano chegou a 1.265, representando 17,9% do total de casos em Manaus, sendo que no ano passado os bairros da zona oeste notificaram 503 casos.
A área Rural Terrestre registrou 2.989 casos este ano, com 361 casos na área Fluvial de Manaus; o Disa Leste registrou este ano 2.336 casos; o Disa Norte notificou 86 casos; e 16 casos foram notificados por localidade não informada.
A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) tem intesificado as ações de combbatee controle contra o mosquito. Nesta terça-feira (25), no bairro Tarumã-Açu, zona Oeste, uma intensificação das ações de controle da malária. A programação incluiu a visita em domicílios com a oferta do exame da Gota de Espessa, método considerado padrão-ouro para o diagnóstico da malária, e ações de Educação em Saúde.
De acordo com a chefe de Controle de Endemias do Distrito de Saúde (Disa) Oeste, Ana Carolina Souza, a ação aconteceu em domicílios no ramal do Britador, integrando o trabalho de intensificação iniciado no período sazonal da malária nas comunidades com maior número de notificações da doença.
Durante a ação, o exame de Gota Espessa foi oferecido para todos os moradores nos domicílios, apresentando ou não sintomas da doença. O objetivo da estratégia, conforme informou Ana Carolina, é identificar pacientes que estão com a doença, mas que ainda não manifestaram sinais e sintomas. “São pessoas que, mesmo sem sintomas, podem transmitir a doença. Com o exame, é possível ter o diagnóstico, iniciar o tratamento e cortar o ciclo de transmissão”, apontou Ana Carolina.
Em novembro, a intensificação de ações também já aconteceu com busca ativa de casos nas comunidades Cidade das Luzes e Parque das Tribos 1 e 2.
A gerente de Vigilância em Saúde do Disa Oeste, Rúbia Medeiros, informou que a Semsa continua realizando a avaliação e tratamento de criadouros do mosquito transmissor da doença (Anopheles), a distribuição e instalação de mosquiteiros impregnados com inseticida, que são utilizados como barreira de proteção para a população residente em áreas de transmissão ativa, e a execução seletiva de termonebulização (fumacê), realizada de acordo com a avaliação de cenários locais.
Para Júlio César Diaz, que mora com a família no ramal do Britador há um ano, a oferta dos exames em domicílio é importante para evitar casos da doença na comunidade. “Não tivemos ainda casos de malária aqui, mas sei que moradores vizinhos tiveram a doença, então é muito importante a prevenção”, afirmou.
A malária é uma doença infecciosa febril aguda, endêmica em Manaus, onde há elevada vulnerabilidade no processo de transmissão e condições climáticas e ambientais que são favoráveis à proliferação do vetor de transmissão da doença, que é o mosquito do gênero Anopheles.
A transmissão ocorre por meio da picada de fêmea do mosquito Anopheles infectada por protozoários do gênero Plasmodium, que é o causador da doença.
Os sintomas mais comuns da malária são: febre alta, calafrios, tremores, sudorese e dor de cabeça. A doença tem cura e o tratamento é gratuito, mas, se não for diagnosticada e tratada de forma precoce e adequada, pode evoluir para formas graves.


