O Implanon é um implante hormonal contraceptivo inserido sob a pele do braço, que libera etonogestrel continuamente por até três anos.

Manaus passará a oferecer um novo método contraceptivo nas unidades de saúde a partir de janeiro, com a implantação gradual do Implanon na rede municipal. A informação foi divulgada pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa). A previsão é iniciar o serviço em 11 unidades ainda no mês de janeiro de 2026.
O Implanon é um implante subdérmico que libera etonogestrel e, segundo o Ministério da Saúde, se destaca pela longa duração, podendo atuar no organismo por até três anos, e pela alta eficácia na prevenção de gestações não planejadas.
Como parte da implantação, a Semsa promoveu, na segunda-feira e nesta terça-feira (25), um encontro de capacitação com médicos na Unidade de Saúde da Família (USF) Armando Mendes, no bairro Cidade Nova, Zona Norte. O treinamento busca orientar sobre o uso do método e preparar a rede municipal para ofertar o serviço de forma gradual.
A chefe da Divisão de Atenção à Saúde da Mulher da Semsa, enfermeira Lúcia Freitas, afirmou que a introdução do Implanon representa mais uma estratégia para fortalecer o planejamento familiar.
“Estamos treinando os profissionais e discutindo fluxos de atendimento. Após esse primeiro encontro, os médicos poderão atuar como multiplicadores, e novas oficinas serão realizadas para ampliar o número de unidades que irão ofertar o serviço em Manaus”, explicou.
Sobre o método
O Implanon é um implante subdérmico de longa duração e alta eficácia, capaz de atuar por até três anos sem necessidade de manutenção. Após o período, deve ser retirado e, se houver interesse, um novo pode ser inserido pelo SUS. A fertilidade retorna rapidamente após a remoção.
No SUS, apenas o DIU de cobre é atualmente classificado como LARC. Métodos dessa categoria são mais eficazes por não dependerem do uso contínuo ou correto da usuária, ao contrário de pílulas ou injetáveis.
Entre os métodos disponíveis hoje pelo SUS estão: preservativos externo e interno; DIU de cobre; pílulas combinadas e de progestagênio; injetáveis mensais e trimestrais; laqueadura tubária e vasectomia. Apenas os preservativos protegem contra Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).


