Os piores cenários estão nas regiões Norte (49,78%) e Nordeste (46,25%). O estudo explica que as perdas ocorrem por vazamentos, falhas de medição e consumos não autorizados.

Manaus perde 47,49% de toda a água tratada diariamente, segundo o Estudo de Perdas de Água 2025 produzido pelo Instituto Trata Brasil e GO Associados com base nos dados do SINISA 2023. Com 2.084.560 habitantes, o índice coloca a capital na 11ª posição entre as 27 capitais brasileiras.
No indicador de perdas por ligação, a capital amazonense registra 704,92 litros por ligação por dia, ocupando a 16ª posição entre as capitais. O volume é mais que o triplo da meta nacional de 216 litros por ligação por dia prevista pela Portaria 490/2021.
O desperdício diário equivale a 113,28 piscinas olímpicas ou 377.602 caixas d’água de 750 litros, os maiores volumes entre todas as capitais brasileiras.
Segundo o estudo, caso Manaus reduzisse suas perdas ao patamar de 25%, poderia atender potencialmente 377.602 pessoas com a redução das perdas físicas e 719.781 pessoas com a redução das perdas comerciais.
Goiânia apresenta o menor índice de perdas na distribuição, com 12,68%, enquanto Maceió ocupa a pior posição, atingindo 71,73%. No indicador de perdas por ligação, o maior valor é observado no Rio de Janeiro, com 1.292,59 litros por ligação por dia.
Amazonas
Em todo o Amazonas, o Trata Brasil registra 40,68% de perdas na distribuição, índice um pouco acima da média nacional que é de 40,31%. No ranking estadual, Goiás apresenta o melhor desempenho com 25,68%, enquanto Alagoas aparece na pior situação com 69,86%.
No indicador de perdas por ligação, o desperdício no Amazonas é de 469,75 litros por ligação por dia, acima da média brasileira de 348,86 L/lig/dia. Entre os estados, Goiás novamente lidera entre os melhores, com 124,25 L/lig/dia, enquanto o Amapá registra o pior resultado com 1.057,73 L/lig/dia.
O estudo ressalta ainda que a Região Norte concentra os piores indicadores do país, alcançando 49,78% de perdas na distribuição, 537,40 litros por ligação por dia e 48,44% de perdas no faturamento — números que refletem desafios estruturais e operacionais enfrentados pelos sistemas de abastecimento da região.
“Ao oferecer evidências consistentes sobre a magnitude do problema e o potencial de ganhos associados à sua redução, o Estudo de Perdas de Água 2025 contribui para orientar decisões regulatórias, priorizar investimentos e apoiar a formulação de políticas públicas
voltadas à eficiência e à sustentabilidade do saneamento básico no Brasil”, cita o Trata Brasil em trecho do estudo.


