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Operação prende quatro por fraude com meia-passagem em Manaus

Grupo criminoso deixa prejuízo de R$ 3 milhões com fraudes na carteira estudantil para capital.

Quatro pessoas – dois homens, de 32 e 41 anos, e duas mulheres, de 28 e 29 anos – foram presas nesta quinta-feira (15), suspeitas de integrar um esquema de fraude no uso da meia-passagem estudantil no transporte coletivo de Manaus. As prisões ocorreram durante a Operação Meia Verdade, deflagrada pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM).

A ação foi coordenada pelo Núcleo de Repressão a Roubos no Transporte Coletivo e Rotas do Polo Industrial de Manaus (Nurrc).

Segundo a polícia, os investigados anunciavam, principalmente em redes sociais, como Instagram e plataformas de marketplace, a venda ilegal de cartões de meia-passagem para pessoas que não tinham direito ao benefício.

Esquema criminoso

De acordo com o delegado Charles Araújo, o esquema causava um prejuízo estimado em cerca de R$ 3 milhões por ano aos cofres públicos, impactando diretamente um serviço subsidiado com recursos da Prefeitura de Manaus, do Governo do Estado do Amazonas e da própria população.

“Esse grupo foi retirado de circulação e, pasmem, causava um prejuízo milionário anual”, afirmou o delegado.

As investigações tiveram início após o Sinetram identificar um aumento atípico no número de cadastros estudantis, muitos deles vinculados a escolas e cursos fictícios. “Percebemos um volume muito grande de inscrições que, na prática, não existiam”, explicou Araújo.

Mandados judiciais

Ainda segundo o delegado, o grupo utilizava instituições de ensino de fachada para alimentar o sistema público de cadastro estudantil, que autorizava a emissão dos cartões. “O Sinetram é a ponta final do processo. Se a escola está cadastrada no sistema, mesmo sendo falsa, o cartão acaba sendo emitido”, destacou.

Durante a operação, foram cumpridos 11 mandados judiciais, sendo seis de prisão e cinco de busca e apreensão, em diversas zonas da capital amazonense. Quatro pessoas foram presas e conduzidas à delegacia, onde, segundo a polícia, confirmaram participação no esquema criminoso.

O delegado ressaltou que o impacto financeiro da fraude é elevado porque o valor real da tarifa é maior do que o pago pelo estudante.

“Hoje o custo da passagem gira entre R$ 8 e R$ 9. O estudante paga apenas R$ 2,50, e o restante é subsidiado com recursos públicos. Cada fraude representa prejuízo direto para a sociedade”, afirmou.

Wallace Avelar Rodrigues

Investigações continuam

A Polícia Civil também investiga a possível participação de instituições de ensino reais, onde haveria indícios de cadastros irregulares realizados por secretarias escolares. “Essa prática pode estar ocorrendo tanto em instituições falsas quanto em algumas que funcionam regularmente”, alertou o delegado.

Duas pessoas seguem sendo procuradas pela PC-AM, Wallace Avelar Rodrigues e Rosane Negreiros Garcia. Informações podem ser repassadas de forma anônima pelos telefones 197, (92) 98827-8814 ou (92) 3667-7542, do Nurrc.

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