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Amazonas registra quatro casos de estupro de vulnerável por dia

O estado somou 1.353 vítimas, com crescimento de 16,54% em relação ao ano anterior; 13ª posição no ranking nacional

Dados oficiais do Observatório de Segurança Pública, com base em informações do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), revelam que o Amazonas ocupa a 13ª posição no ranking nacional de registros de estupro de vulnerável em 2025, considerando o período de janeiro a novembro.

No recorte específico do Amazonas, os dados apontam 1.353 vítimas de estupro de vulnerável em 2025. O número representa uma média de quatro casos por dia no estado.

De acordo com o levantamento, o estado ficou à frente de unidades da federação como Rio Grande do Norte, Sergipe, Tocantins, Roraima, Acre, Amapá, Alagoas e o Distrito Federal, mas atrás de estados com maiores números absolutos, como São Paulo, Pará, Paraná, Minas Gerais e Bahia.

No cenário nacional, o Brasil já soma 53.252 vítimas de estupro de vulnerável no período analisado, o que representa uma média de 159 casos por dia. Em comparação com o mesmo intervalo de 2024, o crime apresentou um aumento de 11,06%, evidenciando o agravamento da violência sexual contra crianças e adolescentes no país.

Os dados também mostram que a maioria das vítimas é do sexo feminino, totalizando 44.947 meninas, o que reforça o caráter estrutural da violência sexual contra crianças e adolescentes. Os meninos somam 7.564 vítimas, enquanto 741 casos não tiveram o sexo da vítima informado.

Situação no Amazonas

A taxa por unidade de federação é de 31,31 vítimas por 100 mil habitantes, índice superior à média nacional, e revela um crescimento de 16,54% em relação a 2024, o que acende um alerta para o avanço desse tipo de crime no território amazonense.

Em relação ao perfil das vítimas no estado, 1.178 são do sexo feminino, enquanto 133 vítimas são do sexo masculino. Outros 42 registros não tiveram o sexo informado, segundo a base de dados oficial.

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Casos em 2025

Em meio aos casos que aconteceram no estado do Amazonas, houve registro no município de Beruri (a 173 quilômetros de Manaus) em que a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) prendeu preventivamente um indígena de 62 anos, acusado de estuprar uma adolescente indígena.

A vítima, com 14 anos, relatou ter sido abusada aos 11 anos por um vizinho da aldeia, nos fundos de uma igreja. A denúncia foi feita de forma anônima após sinais de sofrimento psicológico da jovem, como insônia, isolamento e tentativas de suicídio.

Outro caso aconteceu no município de Careiro Castanho, e na ocasião o Ministério Público do Amazonas (MPAM) denunciou um professor da rede pública pelos crimes de estupro de vulnerável e assédio sexual contra alunas. Conforme o inquérito, entre julho e agosto de 2025, o docente teria abusado sexualmente de oito estudantes e assediado outras 20 adolescentes, todas menores de 14 anos.

De acordo com as informações, o professor, que administrava aulas para turmas de 4º e 5º anos, aproveitava-se da autoridade no ambiente escolar para se aproximar das vítimas. As denúncias surgiram após uma pedagoga reunir relatos das alunas e encaminhar o caso. Em escutas especializadas, as vítimas e testemunhas confirmaram de forma consistente os abusos e assédios praticados pelo suspeito.

Já em outro caso, em Manacapuru, a Polícia Civil prendeu preventivamente um homem de 43 anos acusado de estupro de vulnerável contra uma adolescente de 13 anos. O suspeito, amigo da família, teria cometido o abuso em junho do ano passado, durante um serviço de pintura na residência da vítima. A adolescente relatou que acordou com o homem tocando suas partes íntimas e revelou ainda que já havia sido abusada por ele quando tinha apenas sete anos, em 2020, em outro município.

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