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‘A Turma do Milhitos’ revive ícones infantis na TV amazonense

Manaus vai revisitar parte fundamental de sua memória cultural com A Turma do Milhitos, série documental que mergulha na história da televisão infantil local e nos personagens que marcaram gerações de amazonenses. Em fase final de pós-produção, o projeto reúne depoimentos, imagens de arquivo e relatos pessoais que conectam TV, cidade e infância em uma narrativa marcada pela nostalgia e pela identidade regional.

A produção é contemplada pela Lei Paulo Gustavo – Audiovisual 2023, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Amazonas (SEC/AM), e nasce da coprodução entre a Merak Produções Criativas e a Majestic Produções Multimídia. Ao todo, a série terá cinco episódios, cada um com 26 minutos, dedicados a personagens — ou conjuntos de personagens — que ajudaram a formar o imaginário infantil no estado.

O título do projeto faz referência a um símbolo cotidiano dos anos 1980 e 1990. “Milhitos era praticamente o lanche oficial daquela época. É uma homenagem às várias gerações que viveram esse período com intensidade”, explica Antônio Carlos Júnior, produtor-executivo, roteirista e um dos idealizadores da série.

A Turma do Milhitos e os personagens que marcaram época

O primeiro episódio revisita o Clube do 4, da TV A Crítica, exibido nos anos 1980, conhecido pelos desafios de calouros e pelas dublagens que revelaram talentos e aproximaram o público infantil da televisão local.

Na sequência, a série apresenta Titio Barbosa, personagem que iniciou a trajetória no rádio no fim dos anos 1950, migrou para o teatro infantil e se consolidou como um dos pioneiros dos programas infantis na televisão amazonense, deixando uma marca profunda na memória coletiva.

O terceiro episódio é dedicado aos Birutas, palhaços sem maquiagem que dialogavam com o humor popular da época e tinham como referência os Trapalhões. Já o quarto capítulo aborda Peteleco, personagem criado por Oscarino, a partir de um viés menos óbvio. O episódio reúne depoimentos e revela aspectos inusitados da trajetória do artista, descrito pela equipe como uma espécie de “Gepeto amazonense”.

O encerramento da série é dedicado a Tatiana Xavier, considerada um fenômeno da TV local nos anos 1980 e frequentemente lembrada como a “Xuxa do Amazonas”. Com paquitos e paquitas, ela adaptava formatos e espetáculos, marcando a infância de milhares de telespectadores. Para a produção, Tatiana retorna a Manaus após um longo período fora da cidade.

Um dos diretores da série, Emerson Medina, destaca o caráter afetivo do projeto. “Tive a oportunidade de acompanhar a atuação de personagens como Titio Barbosa, Tia Cida e Peteleco. Eles fizeram a infância de, no mínimo, duas gerações muito mais feliz. Contar essa história foi um privilégio para mim, e sou muito grato ao Antônio pelo convite para colaborar com o projeto”, afirma.

Para Antônio Carlos Júnior, a série também cumpre um papel de valorização cultural fora do eixo tradicional. “É um presente de memória para quem viveu e para quem não viveu aquele tempo. Também mostra para outros estados que o Amazonas teve fenômenos próprios, muito além do que costuma ser exibido pela televisão nacional”, ressalta.

A equipe segue em diálogo com emissoras para acesso a materiais de arquivo exibidos à época, com o objetivo de entregar ao público registros históricos e apresentar esse conteúdo também a quem não teve contato com esses programas no passado. Ainda não há data

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