
A nova camisa do São Paulo, ainda não lançada oficialmente pela New Balance, já provoca divergências internas no clube. Conselheiros alegam que o modelo infringe o estatuto tricolor por causa da posição do emblema e da disposição das listras vermelha, branca e preta.
O debate se baseia no artigo 157 do estatuto do clube, que define as características do uniforme número 1. O texto estabelece que a camisa deve ser branca, com três faixas horizontais — vermelha, branca e preta, nessa ordem — posicionadas à altura do peito e inteiramente cobertas pelo emblema do São Paulo.
Segundo apuração do ge, conselheiros alertaram o presidente Harry Massis sobre a possibilidade de uma representação no Conselho Deliberativo. Para esse grupo, mudanças desse tipo só poderiam ocorrer em um uniforme alternativo, como o modelo número 3, geralmente utilizado para propostas fora do padrão tradicional.
O São Paulo, por sua vez, afirma que a camisa recebeu parecer jurídico favorável em julho do ano passado. O documento, assinado pelo advogado Guilherme Salutti, sustenta que uma interpretação literal do estatuto seria excessivamente restritiva e que a imagem apresentada no texto é apenas exemplificativa. O parecer também aponta que o emblema não precisa cobrir integralmente as faixas, havendo margem acima e abaixo.
A polêmica repercutiu nas redes sociais. O conselheiro Marco Aurélio Cunha classificou o modelo como “fora das regras do estatuto” em publicação em um perfil de torcedores são-paulinos.
Procurada, a New Balance não se manifestou até a publicação desta matéria. O São Paulo informou que não fará pronunciamento oficial sobre o tema.
No ano passado, outra camisa do clube também gerou controvérsia. O uniforme trazia a inscrição “51:09”, em referência à defesa histórica de Rogério Ceni na final do Mundial de Clubes de 2005, contra o Liverpool. No entanto, imagens indicam que a defesa ocorreu aos 51 minutos e 49 segundos. Clube e fornecedora negaram erro e afirmaram que o número faz referência ao momento em que Steven Gerrard se posiciona para a cobrança da falta.


