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Jornal britânico The Times destaca Festival de Parintins

A publicação apresentou a festa amazonense como uma alternativa grandiosa ao Carnaval do Rio de Janeiro.

O Festival Folclórico de Parintins ganhou destaque em reportagem publicada pelo jornal britânico The Times nesta segunda-feira (9). A publicação apresentou a festa amazonense como uma alternativa grandiosa ao Carnaval do Rio de Janeiro e um convite para conhecer a cultura e a natureza da Amazônia.

A matéria, assinada pelo jornalista Jamie Lafferty, descreve o evento como uma das maiores manifestações culturais da América do Sul, reunindo cerca de 100 mil pessoas durante três dias de apresentações no Bumbódromo.

Parintins

O jornalista ressalta que quem chega sem conhecer o festival pode imaginar algo pequeno e tradicional, voltado apenas a rituais indígenas. No entanto, segundo ele, a realidade é bem diferente: a festa combina espetáculo e tradição amazônica.

Lafferty afirma que o evento impressiona pela grandiosidade, com alegorias gigantes, coreografias, jogos de luz e muita música. Apesar do forte apelo visual e das apresentações de grande porte, a celebração mantém suas raízes culturais.

Jamie Lafferty acompanhou a disputa entre os bumbás Caprichoso e Garantido e relatou que cada lado possui torcedores apaixonados, em uma rivalidade que divide a cidade. Desde 1995, as associações competem pelo título anual com apresentações que unem dança, teatro, música e efeitos especiais, avaliadas por jurados.

Segundo o jornalista, Parintins também se consolida como um destino cultural estratégico para turistas que buscam experiências diferentes dos roteiros mais conhecidos do Brasil. A publicação convida leitores estrangeiros a explorar a diversidade cultural e ambiental do Amazonas a partir do Festival de Parintins.

Produção artística

Sobre o Bumbódromo, Lafferty observou que torcedores enfrentam longas filas para garantir lugar e apoiar seu boi, enquanto as cores azul e vermelha dominam o cenário em uma disputa marcada por intensa animação e grande produção artística.

De acordo com o jornalista, as apresentações trazem personagens folclóricos e estruturas “animadas” que contam histórias da cultura amazônica, compondo um espetáculo que dura horas. Ele também observa que, apesar do forte caráter cultural, o evento conta com significativa presença de patrocinadores.

Lafferty acompanhou uma das apresentações do Garantido e relatou que, em sua percepção, o “time vermelho” representaria a classe trabalhadora e teria menos recursos para competir com as exibições do “time azul”. Após três dias de análises, o jornalista declarou ter escolhido torcer pelo boi vermelho, que se consagrou campeão da última edição.

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