Licença permite retirada de até 10,5 milhões de metros cúbicos por ano durante uma década e marca avanço na implantação da mina e da infraestrutura do projeto no Amazonas.

A Potássio do Brasil anunciou ontem (10) avanços no projeto de exploração mineral em Autazes, na Região Metropolitana de Manaus (RMM) que inclui a obtenção dos direitos do governo federal para a extração de água do rio Madeira, o início dos trabalhos de parceria com comunidades indígenas e o avanço das iniciativas de financiamento da construção.
A empresa ressaltou que já obteve 21 Licenças de Instalação, permitindo a construção dos poços da mina, da planta de processamento e a melhoria de oito milhas de estrada que conectam a planta ao porto e ao terminal fluvial.
“O progresso que anunciamos hoje demonstra o avanço contínuo do Projeto Autazes em múltiplas frentes críticas”, afirmou Matt Simpson, diretor executivo da Brazil Potash.
“Garantir os direitos federais de uso da água junto à ANA é tanto um marco regulatório quanto uma melhoria de engenharia que simplifica nosso projeto e reduz custos. O engajamento da WSP Global com as 36 comunidades Mura reflete nosso compromisso em desenvolver este projeto em parceria genuína com os povos indígenas, garantindo que as comunidades mais próximas compartilhem de forma significativa seus benefícios”, disse.
A Potássio teve a aprovação da ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico) para extrair água do rio Madeira para uso no processamento do minério de potássio em Autazes. A autorização, datada de 30 de janeiro de 2026, permite a extração de até 2.400 metros cúbicos por hora durante 12 horas por dia, equivalente a aproximadamente 10,5 milhões de metros cúbicos por ano, por um período de 10 anos.

Originalmente, a Companhia previa perfurar aproximadamente dezesseis poços de água subterrânea a cerca de 250 metros de profundidade. A autorização para utilizar água superficial do rio Madeira deverá reduzir os custos de construção ao eliminar a necessidade desses poços profundos.
A empresa disse que, segundo o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), a solução está alinhada às diretrizes regulatórias que priorizam o uso de águas superficiais quando ambientalmente adequado e economicamente viável.
A estratégia de gestão hídrica da Companhia inclui reciclagem da maior parte da água utilizada no processamento, captação de águas pluviais e operação de uma estação de purificação como parte do projeto, utilizando água nova apenas para manter os padrões de qualidade e vazão.
Também informou que a WSP Global, uma das maiores empresas de serviços profissionais do mundo, iniciou atividades de apoio técnico junto às comunidades indígenas Mura previamente consultadas no processo de obtenção das Licenças de Instalação, em conformidade com práticas internacionais reconhecidas de engajamento social.
“A iniciativa busca apoiar o povo Mura na sistematização e aprimoramento de suas próprias prioridades de desenvolvimento, contribuindo para o fortalecimento do Plano de Bem-Estar Mura e para a identificação de oportunidades de inclusão social, capacitação e melhoria da qualidade de vida comunitária”.
Destaque
A Companhia recebeu recentemente propostas para financiamento por terceiros no modelo Build, Own, Operate and Transfer (BOOT) para a construção de componentes essenciais da infraestrutura, incluindo o porto fluvial, a planta de vapor e um sistema de energia de 20 MW.


