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Alberto Neto reage ao STF:“Descriminalizar cocaína é fortalecer crime organizado”

“Descriminalizar a cocaína não é progresso, é um risco que o Brasil não pode correr”, declarou o deputado federal Capitão Alberto Neto (PL-AM) ao comentar a defesa do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a descriminalização do porte de cocaína para consumo próprio.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar explicou que uma eventual liberação pelo STF para o uso de cocaína ajudaria diretamente as facções criminosas e representaria um sério risco para o país. Segundo ele, a decisão não é apenas um detalhe jurídico, mas uma medida que muda o rumo moral e prático do Brasil.

Especialista em Segurança Pública, Capitão Alberto Neto esclareceu que a cocaína não é uma escolha individual e inocente. O uso da droga alimenta facções, financia armamentos e sustenta o crime organizado que domina comunidades inteiras.

“Quem acha que isso é apenas sobre uso pessoal é porque nunca viu uma mãe enterrando um filho por causa da droga. Nunca viu um bairro ser tomado pelo tráfico, que começa sabe onde? Justamente no consumo”, destacou.

Flexibilização beneficia o crime

O parlamentar lembrou que o Brasil já sofre com violência, dependência química e famílias destruídas. Para ele, o caminho é endurecer as penas, e não flexibilizar a legislação.

“Quando o Estado afrouxa para o usuário, sabe quem ele fortalece? Ele fortalece toda a cadeia da droga, que termina no traficante armado”, explicou.

O deputado reforçou que o papel de legislar e definir política criminal é do Congresso Nacional, e não do STF. Segundo ele, o Supremo não foi eleito para escrever política criminal no país, e assumir essa posição do Congresso é um grande equívoco. “Certamente o Congresso vai reagir”, afirmou.

Para o parlamentar, usar o discurso de “liberdade” como justificativa pode até parecer adequado, mas é preciso compreender que liberdade sem responsabilidade vira licença para o caos.

“Não é sobre perseguir o dependente. É sobre deixar claro que o país não vai normalizar aquilo que destrói vidas. Tratamento, sim. Prevenção, sim. Política pública séria, sim. Mas sinal verde para cocaína, isso não. Nós vamos dizer não às drogas!”, concluiu Capitão Alberto Neto.

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