
O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas localizou no final da tarde deste sábado (14), a aproximadamente 50 metros de profundidade, a embarcação que naufragou na última sexta-feira (13), no Encontro das Águas dos rios Negro e Solimões, na zona Sul de Manaus, um dos cartões postais da cidade.
No início da noite, as buscas foram suspensas, por questões de segurança, e foram retomadas às 6h da manhã deste domingo (15).
A operação de resgate virou uma força-tarefa com apoio da Defesa Civil, Capitania dos Portos da Marinha e helicópteros. Participam das buscas 44 homens do Corpo de Bombeiros, sendo 21 mergulhadores, além de cinco embarcações. Uma equipe de mergulho de Itacoatiara seguirá pelo Rio Amazonas realizando varredura ao longo do percurso.
Desde as primeiras horas após o registro da ocorrência, a Defesa Civil do Amazonas foi acionada e ativou seu protocolo de resposta para apoio às ações de busca, salvamento e assistência às vítimas, atuando de forma integrada com os demais órgãos estaduais. O órgão disponibilizou 20 agentes, com experiência em mergulho, e duas lanchas para reforçar e dar suporte às operações de busca pelos desaparecidos.
AS buscas por sobreviventes do acidente, começaram ainda na sexta-feira, quando foram resgatados com vida 71 passageiros. Dois óbitos foram confirmados até o momento, uma criança do sexo feminino, de três anos, e uma mulher. Os corpos foram liberados pelo Instituto Médico Legal (IML) ainda no dia do acidente.
Outras sete pessoas seguem desaparecidas. A Secretaria de Estado de Assistência Social e Combate à Fome (Seas) disponibilizou um ponto fixo de atendimento psicossocial aos familiares dessas vítimas, na sede do Corpo de Bombeiros, zona Sul de Manaus.
A Seas já havia realizado atendimento imediato durante o desembarque dos resgatadas, no fim de tarde desta sexta-feira (13).
Marinha

Assim que tomou conhecimento do acidente, a Marinha deslocou para a área lanchas e equipes da Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental (CFAOC), uma embarcação do 1º Batalhão de Operações Ribeirinhas (1ºBtlOpRib), uma lancha do Grupo de Embarcações de Operações Ribeirinhas do Amazonas (GrEOpRibAM) e uma aeronave do 1º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral do Noroeste (1ºEsqdHU-91). A pronta resposta contribuiu para agilizar as ações de busca e resgate.
Os primeiros resgates foram realizados por duas embarcações regionais de transporte de passageiros, o N/M “Príncipe da Paz” e o F/B “São Bartolomeu”. Em seguida, diversos órgãos atuaram de forma integrada para resgatar as demais vítimas, dentre eles a MB, o Corpo de Bombeiros, a Defesa Civil e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência.
Desde os primeiros resgates, militares da Marinha realizaram a identificação dos sobreviventes e coletaram informações que possam subsidiar as buscas por desaparecidos e a apuração das circunstâncias do acidente.
A aeronave do 1º EsqdHU-91 sobrevoou a região por cerca de três horas, cobrindo um raio de até 20 milhas náuticas (cerca de 37 quilômetros) ao longo do leito do rio e de suas margens, com uma tripulação composta por dois pilotos, um mecânico e um Tripulante Aéreo de Resgate.
As buscas por desaparecidos prosseguem com o emprego de embarcações e mergulhadores da Marinha. Ao todo, cerca de 20 militares da Força Naval estão atuando na ação de resgate. Foi instaurado Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação, nos termos do Art. 33 da Lei nº 2.180/1954, para apurar causas e responsabilidades.
*Com informações da Marinha do Brasil


